Tuesday, January 17, 2006

SAMU - EMPURA EMPURA



Data : Segunda-feira 16 Janeiro 2006 - DFTV 2ª Edição


Empurra-empurra

Camila Guimarães / Luís Rodney


Almerinda da Silva viu um homem passar mal na porta do salão em que trabalha
Confusão no atendimento do SAMU
Almerinda da Silva trabalha num salão de beleza. Na quinta-feira passada viu um homem passar mal na porta do salão. Ele não conseguia dizer o nome, transpirava muito, parecia que ia desmaiar. Almerinda ligou para o número 193, do Corpo de Bombeiros. Eles disseram que ela precisava procurar o Samu, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, no telefone 192.

“Eu liguei para o Samu. Tinha a parte burocrática. A moça que atendeu o telefone disse que eu tinha de esperar fazer a ocorrência. Eu estava desesperada e o homem continuava passando mal. A atendente disse que ia chamar o médico. O tempo passou, a ligação caiu e o médico não atendeu”, conta Almerinda.

Depois de 40 minutos sem conseguir nenhuma ajuda ela ligou novamente para os bombeiros, que resolveram levar o doente para o hospital. “Eu acho um descaso com o ser humano, principalmente os mais pobres, indefesos, que podem morrer por causa desse empurra-empurra”, protesta Almerinda.

O Samu e o Corpo de Bombeiros negam que houve recusa no atendimento. O que existe é uma divisão de trabalho, definida pelas Secretarias de Saúde e de Segurança. ”No caso do Corpo de Bombeiros, nós atendemos preferencialmente os casos que envolvem traumas ocorridos em acidentes de trânsito, motocicletas, aeroviário e agressões físicas”, explica o Major Osiel Rosa.

O Samu atende pacientes com problemas clínicos, como pressão alta, infarto, crises alérgicas, deficiências respiratórias e gestantes em trabalho de parto. Todas as ligações passam pelo atendente, depois são encaminhadas para o médico. Por telefone, o doutor tenta descobrir as causas e a gravidade da situação.

O atendimento é mais demorado, mas de acordo com o coordenador é importante. “O médico regulador tem que definir se manda a ambulância ou não. Nós temos um sistema de referência e de contra referência. Não mandamos o paciente para o hospital mais próximo, mandamos para o hospital que pode resolver o problema”, esclarece Adauri Mendes, coordenador geral do Samu.

Quem precisar dos serviços do Samu deve reunir o máximo de informações sobre o doente para apressar o atendimento. Até hoje, 52 mil pessoas já tiveram atendimento. O telefone do Samu é 192.

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