Friday, March 24, 2006

Direito do Idoso no transporte coletivo - Uma questão de consciência


Segunda-feira 05 Janeiro 2004 - DFTV 1ª Edição




Uma questão de consciência

Camila Guimarães / Mauro Januário




Lugar garantido...
Direitos dos idosos são desrespeitados em Brasília
O direito a andar de ônibus, sem pagar passagem, os idosos já tinham conquistado no Distrito federal. Mas quem tem mais de 65 anos sabe não é tão fácil fazer cumprir a lei. De acordo com a secretária Délia Sihuary, muitas vezes os ônibus não param nos pontos, deixando o idoso para trás. Para ela, uma cópia do Estatuto deveria ser colocada nos ônibus, na tentativa de chamar a atenção dos outros passageiros.

Já em vigor, o Estatuto determina prioridade no embarque dos idosos. Para viajar de graça nos ônibus urbanos, basta apresentar qualquer documento que comprove a idade. O casal Domingos e Maria Fernandes conta que quando os ônibus param no ponto onde estão, nem sempre é possível fazer a viagem. Domingos explica que as pessoas pagam a passagem, mas não querem passar a roleta, ocupando o lugar dos idosos. Já chegou a descer do ônibus para não ir em pé. Como mora em Brazlândia, a viagem seria insuportável. A mulher dele reclama, diz que para não ir em pé, por várias vezes pagou a passagem.

Dentro do ônibus há assentos separados para idosos e deficientes. Com o Estatuto, 10% dos assentos nos ônibus urbanos têm de ser exclusivamente para idosos, ou seja, em cada carro, quatro lugares só para quem tem mais de 65 anos. E não como as placas indicam hoje: “Assento preferencial para idosos e deficientes”.

Para o presidente das empresas de transportes coletivos, Wagner Canhedo, os ônibus já estão cumprindo a lei. Não vai haver mudança alguma. E o sindicato ainda quer que o número de passagens gratuitas seja reduzido. De acordo com Canhedo, os 10% reservados aos idosos deveria ser englobado em todas as viagens. Ele disse que vai reivindicar ao Governo Distrital que limita a quantidade de viagens gratuitas, alegando que isso atrapalha quem paga.

A Secretaria de Ação Social reafirmou que o Estatuto do Idoso tem que ser respeitado. Quem se sentir prejudicado, deve acionar o Ministério Público.

Imagens: Luis Rodnei

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