Falta de rampas dificulta vida de deficientes físicos

Quarta-feira 22 Junho 2005 - Bom Dia DF
Dificuldade - Tatiana Flores
Falta de rampas dificulta vida de deficientes físicos
A dificuldade começa na saída do bloco onde Vinícius Tavares mora, na 308 Norte.O pai ajuda a descer a cadeira de rodas, passa pelo primeiro degrau. O problema maior vem depois. É preciso pedir ajuda ao porteiro para descer as escadas. Até chegar ao carro, mais um degrau o da calçada. O mesmo esforço é feito na volta. Em média, esse trajeto, é feito quatro vezes ao dia. “Além dos degraus não há espaço para a cadeira passar sozinha, há necessidade de ter uma pessoa para segurá-la. Não tem como um subir ou descer sozinho”, lamenta o estudante Vinícius Tavares.
A única rampa do prédio não foi feita para deficientes físicos, mas para carrinhos de supermercado. Ela é muito estreita e não tem corrimão, mas o jeito é usá-la de vez em quando.
Há um ano, o pai de Vinícius tenta uma autorização para construir uma rampa de concreto no prédio. Até agora o projeto não foi aprovado. Segundo a administração, a obra vai contra o tombamento da cidade. “O tombamento não pode restringir uma lei maior. A Constituição dá o direito de acesso aos portadores de deficiência”, argumenta Luís Antônio Tavares, pai de Vinícius.
A administração autorizou apenas a colocação de uma rampa móvel, que custa R$ 6 mil, e este dinheiro deverá ser pago pelos próprios moradores. “Os moradores estão sensibilizados. Mas nós gostaríamos que fosse aprovada a construção de uma rampa definitiva”, afirma o funcionário público, José Carlos de Carvalho.
Vinícius não entende porque o edifício em frente ao seu tem várias rampas para portadores de deficiência. “Muitos prédios têm construído, por conta, as rampas em função da dificuldade da aprovação destes projetos na Administração”, afirma a arquiteta, Ione Pereira.


0 Comments:
Post a Comment
<< Home