Pela primeira vez, o IBGE trouxe informações sobre os deficientes físicos brasileiros: 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população ...


Quarta-feira, 08 de Maio de 2002
Um novo Brasil
O IBGE divulga o perfil ampliado da família, da renda, da educação, da saúde e da fé do brasileiro, baseado no Censo 2000. Em 10 anos, houve conquistas importantes, mas muito deixou de ser feito
Um novo retrato do Brasil. O IBGE divulgou hoje o perfil ampliado da família, da renda, da educação, da saúde e da fé do brasileiro. Os números trazem surpresas. Em dez anos houve conquistas importantes. E muito que deixou de ser feito. A reportagem é de Monalisa Perrone.
O censo inovou. Pela primeira vez, o IBGE trouxe informações sobre os deficientes físicos brasileiros: 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população declararam que têm algum tipo de incapacidade. O maior índice é de deficientes visuais: 48,1%.
“Você tem de ter essa amostragem pra que de fato nós possamos promover realmente programas, metas , aberturas de vagas, né?”, indaga Ana Cristina Zenun, professora. Casar no papel está mesmo ficando fora de moda. De 91 para cá, as uniões legais caíram de 57,8% para 50,1%.
E os casamentos informais aumentaram de 18,3% para 28,3%. Entre as religiões, a católica ainda tem a maioria absoluta, mas o índice de fiéis caiu de 83,8% para 73,8%. A religião que mais cresceu foi a Evangélica. O percentual subiu de 9% para 15,4%.
Em quase 10 anos, o Brasil conseguiu avanços no combate à mortalidade infantil e ultrapassou o nível recomendado pelas Nações Unidas. O número de crianças que morreram antes de completar um ano caiu de 48 para 29 em cada grupo de mil bebês. Segundo o IBGE, uma redução de quase 38%.
Para o consumo, foi uma década de bons negócios. A televisão já está presente em 87% dos lares. Geladeira e freezer em 83,25%. O vídeo cassete, em 35,3% e a máquina de lavar roupa em 33,1% das casas. O computador, que ainda pode ser considerado uma novidade para boa parte da população, já está em 14,6% das residências.
Mas a grande melhoria aconteceu na educação. A freqüência escolar aumentou: 94,9% das crianças entre 7 e 14 anos estão na sala de aula. É um índice que se aproxima da média dos países desenvolvidos. E o número de analfabetos diminuiu. Só que continua alto: 17 milhões e 600 mil pessoas acima dos dez anos não sabem ler e escrever.


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