Thursday, May 11, 2006

Crime de negligência médica no HRG

Data : Quarta-feira 10 Maio 2006 - DFTV 1ª Edição










Crime de negligência médica - Há um ano, família do Gama cobra indenização. Depois de várias visitas ao HRG, menina de 8 anos teve a perna amputada.

Reportagem


Flávia Alvarenga / Almir de Queiroz


Menina de 8 anos teve a perna amputada por erro médico
Família cobra indenização por negligência médica


Hoje, Larissa anda com o auxílio de uma muleta. Em novembro de 2004 ela caiu durante num passeio da escola e se machucou. Uma simples torção no tornozelo acabou provocando a amputação da perna direita. A família da menina conta que ela foi atendida no Hospital Regional do Gama. Para os pais, foi erro médico. Primeiro engessaram a perna.

“Eu senti dor. No dia seguinte, a minha perna estava roxa”, conta Larissa Soares Figueira, 8 anos.

A avó de Larissa, Ester Soares da Costa, explica que levou a menina novamente no hospital. Os médicos trocaram o gesso por uma tala. Mesmo assim, ela ainda teve febre e a perna estava inchada e roxa. “Ela sentia muita dor. Essa menina gritou durante três dias e três noites. Tudo que eu fazia não melhorava. Ninguém dormia conseguia dormir”, diz Ester Soares.

O pai de Larissa, Joaquim Filgueira, diz que ela fez uma cirurgia de emergência no Hospital do Gama, mas foi encaminhada para o Hospital de Base. Lá os médicos tiveram que amputar a perna. O sangue não circulava mais. “Se deixasse ela no Hospital do Gama, ela teria morrido. Eles deixaram ela jogada num canto, como um objeto”, afirma Joaquim Filgueira.

A família procurou a Defensoria Pública, que vai entrar com um pedido de indenização contra o governo, já que o estado tem responsabilidade pelos médicos que contrata. “Essa ação deve está sendo ajuizada até segunda-feira, dia 15. Eu já estou com a ação pronta, estou apenas esperando a família me dar o resto dos documentos. Estamos pedindo, a título de danos morais, estéticos, R$ 500 mil e mais dois salários mínimos, a título de lucros cessantes, pelos danos materiais, como gastos com remédios, muletas, transporte e outros”, explica a defensora pública Roberta Oliveira.

A Promotoria de Saúde do Ministério Público abriu um processo por lesão corporal culposa, ou seja, negligência médica. A sentença já saiu e foi fechado um acordo com o Ministério Público do DF. Um dos médicos que atendeu Larissa vai doar 50 cobertores para a Papuda. “Eu acho que a pena é simbólica. Esta é uma pena que pode até incentivar a repetição de praticas como essa e pode dar ao cidadão brasileiro a idéia que esse País é injusto. E se perguntar ao promotor de Justiça eu direi que é um País injusto, mas quem faz as leis não é nem o promotor, nem o juiz. Nós aplicamos as leis que o Congresso Nacional fez”, argumenta Diaulas Ribeiro, promotor de Saúde.

O médico acusado pelo Ministério Público é o ortopedista César Augusto Macedo de Almeida, que ainda trabalha no Hospital Regional do Gama. A direção do HRG não quis dar entrevista. O gerente da emergência, Robson Brito, informou que uma sindicância interna, para apurar se houve negligência médica, só foi aberta nessa segunda-feira.


http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060510-167108,00.html

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