Friday, May 26, 2006

Equoterapia Gratuita - Equoterapia no tratamento de deficientes pelo SUS




Equoterapia gratuita

Fernanda Galvão / Mário Reis




Equoterapia no tratamento de deficientes pelo SUS
Os médicos ainda não sabem por que Renata, aos 14 anos, de repente perdeu a coordenação motora, inclusive a da fala. Apesar da dificuldade no diagnóstico, a jovem tem esperança no tratamento. “Espero ficar boa logo. É o que eu quero!”, afirma Renata Amaral.

Exercícios em cima do cavalo para desenvolver o equilíbrio e a coordenação. Em 1997, os benefícios da equoterapia na reabilitação de portadores de deficiência foram reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina.

Renata está na sétima sessão e os resultados já aparecem. “Antes ela só andava abraçada comigo. Agora, anda de braços dados. Já é um equilíbrio muito bom!”, comemora o militar Cleuton Rafael, pai de Renata.

“A atividade básica é feita com a movimentação do cavalo, claro. Depois, é possível acrescentar exercícios de braços e pernas”, explica a instrutora de equitação, Luciana Rosa.

Na Associação Nacional de Equoterapia, 200 pessoas aguardam na lista de espera pelo tratamento gratuito. O professor de educação física Tadeu Monteiro também oferecia a equoterapia de graça, a mais de 40 crianças na Ceilândia.

Mesmo assim, o projeto teve que ser desativado. O local foi cedido para outra atividade. Agora, Tadeu procura apoio para retomar o trabalho. “A equoterapia dá segurança, equilíbrio, força e auto-estima. Tudo isso é muito importante para crianças, jovens e adultos”, afirma.

Quem aguardava na fila para começar o tratamento, na época em que o centro foi desativado, não terá que esperar por muito tempo. Em breve, a equoterapia será oferecida na rede pública. O Congresso Nacional já aprovou o projeto. Falta apenas a sanção do presidente Lula para que portadores de deficiência tenham acesso a esse tipo de fisioterapia pelo SUS, o Sistema Único de Saúde.

A autora do projeto, senadora Lúcia Viana, explica que o SUS não será obrigado a oferecer o tratamento, que vai depender de convênios com os municípios. “Ele dá abertura para que o SUS possa fechar convênios com o Exército, Polícia Militar, associações rurais ou hípicas. Todo esse pessoal já tem uma estrutura implantada e a vivência de trabalhar com cavalos. Só será preciso adaptar ao deficiente”, acrescenta a senadora.

Hoje, o Distrito Federal tem 14 centros de equoterapia. No Brasil são 236. O que a Associação Nacional de Equoterapia faz para ajudar portadores de necessidades especiais, que não têm condições de pagar até R$ 50 pelas sessões, é obrigar os centros filiados a reservar 20% das vagas.

O presidente Lula tem dez dias para sancionar ou vetar o projeto de lei.

Data : Quarta-feira 24 Maio 2006 - Bom Dia DF



Reportagem de

http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060524-169240,00.html

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