Wednesday, May 24, 2006

TELECENTRO PARA DEFICIENTES



Novidade em Taguatinga

Cláudia Toledo / Edgar de Andrade





Primeiro telecentro para deficientes do Brasil começou a funcionar hoje
Inaugurado o primeiro telecentro para deficientes
A atenção ao deficiente começa na rua, com rampas de acesso ao telecentro. Dentro, tudo foi adaptado. A pessoa com qualquer tipo de deficiência pode aproveitar do mundo da informática. Quem nunca teve contado com um computador recebe treinamento. Brinquedos adaptados auxiliam no aprendizado.

“Se eu tenho uma pessoa adulta que precisa ligar um outro sistema, como um ventilador, mas se ela tem uma deficiência motora, ela vai ter um movimento de retração. Então, a gente usa um outro tipo de acionador”, explica Ivalda Gomes, fonoaudióloga.

Ângela Maria da Silva teve paralisia infantil, não pode andar e tem dificuldade de movimentar as mãos. Mas conseguiu aprender a usar o computador. Agora, pretende ganhar mais agilidade com as tecnologias disponíveis no centro.

“Eu estou querendo aumentar a minha digitação. Eu já navego, mas devido a dificuldade nas mãos, preciso agilizar a digitação”, diz Ângela Maria.

A central tem ainda programas para cegos, surdos e mudos. São os computadores com o comando de voz. Um atende a pequenos sopros. Instrutores acompanham as pessoas. Antônio Reis, que perdeu a visão há seis anos, sabe que a informática é uma oportunidade de nova vida. “Você tendo conhecimento de informática fica mais fácil para adquirir um trabalho”, fala Antônio.

Denise Lúcia Braga Melo ainda está se acostumando com a cegueira recente por causa da diabete. Ela confirma que o computador é um grande aliado. “Eu fiz faculdade até faltar um semestre para terminar. As faculdades muitas vezes não têm estrutura de adaptação. Já no computador é fácil, basta colocar o disquete que ajuda muito”, diz Denise.

No centro também foi montado um laboratório para testar novos programas de computador e equipamentos. A idéia é desenvolver facilidades para quem tem algum tipo de deficiência e transformar as técnicas usadas para um modelo para o resto do país.

“Vamos coletar os dados desse atendimento e depois vamos formatá-lo para se transformar em uma cartilha. Assim, a população inteira do Brasil ficará sabendo como atende uma pessoa com deficiência num telecentro”, explica Guilherme Lira, diretor de ONG.

O telecentro é aberto para toda a comunidade e pretende atende também aos mais velhos, como a dona-de-casa Elza Ribeiro Monti, 80 anos. “O conhecimento nunca é demais. Então, muitas vezes meu neto pede para eu digitar um texto para ele, porque está sem tempo. Eu faço, mas do meu jeito. Agora, eu vou treinar mais”, fala Elza.

O telecentro funciona das 7h às 17, na C 5, lote 6, loja 3, perto da Praça do Relógio, em Taguatinga. O telefone é o 3201-0069.



http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060522-168941,00.html

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