Thursday, July 20, 2006

Continua a Greve no HRG

Data : Terça-feira 11 Julho 2006 - DFTV 1ª Edição



Reportagem





Rafael Monaco / Caio Coutinho





Pacientes sofrem com a falta de médico no Hospital do Gama
Médicos residentes do Hospital do Gama continuam de braços cruzados
Seis dias de greve e haja paciência. E esperar muito é a única saída para quem precisa ser atendido. “Cada os homens da lei para fazer com que a gente receba um atendimento humana. A gente contribui com tantos impostos, mas quando é para ser bem atendido de nada adianta”, protesta José Sousa, pedreiro.

“A gente tem duas opções. Ou desistimos de vir para o hospital e ficamos em casa morrendo de dor ou suporta esse péssimo atendimento. Porque as pessoas só estão sendo atendidas quando chegam morrendo”, fala Sandra Maria Santos, estudante.

Os 48 médicos residentes do Hospital Regional do Gama (HRG) continuam parados. São 20 profissionais da área clínica e 28 da cirúrgica que decidiram suspender o trabalho por falta de condições. A greve foi mantida porque, segundo os residentes, a Secretaria de Saúde não cumpriu o que prometeu.

“Os anestesistas que iriam ser apresentados ontem no hospital não foram chegou. A escala de anestesistas apresentada não entrou em vigor e o departamento de pessoal não recebeu a autorização para pagar as horas-extras para os médicos anestesistas”, afirma Rodrigo Dutra Milholi, representante dos residentes.

O pronto-socorro do Hospital Regional do Gama chega a receber 1.500 pessoas por dia. Com a greve dos residentes, a situação, que já é complicada, piorou. Hoje à tarde, às 17h, representantes dos residentes e da direção do hospital vão até à Secretaria de Saúde mais uma vez para tentar achar uma solução para o problema.

“Na verdade, é o residente que toca, praticamente, toda a rotina do hospital. A falta deles gera um grande problema. Nós temos um médico da rede que gerencia o atendimento dos residentes, ou seja, orienta-o a prescrever. Como saíram os 48 médicos residentes, esse médico da rede está sobrecarregado, passando o dia inteiro prescrevendo. Isso atrasa tudo no hospital”, explica Paulo Henrique da Silva, diretor do HRG.

Os residentes são médicos recém-formados que fazem pós-graduação em alguma área específica. Segundo eles, a paralisação também é um protesto para melhorar a formação de futuros especialistas.

“Se a gente conseguir o retorno das cirurgias eletivas e o ambulatório de cardiologia, com certeza vamos ter uma boa formação médica nas nossas áreas”, diz Rodrigo Mulholi.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home

Estadisticas y contadores web gratis
Manuales Oposiciones