Estudantes desenvolvem óculos para deficientes visuais

Novidade em Sobradinho
Tiago testou o protótipo pelas ruas e aprovou a invenção
Estudantes desenvolvem óculos para deficientes visuais
Os robôs foram desenvolvidos por quatros estudantes, de 17 e 18 anos, de uma escola de Sobradinho. Feitos de sucata, os robôs têm sensores que identificam os caminhos que precisam percorrer. Agora, um novo protótipo chama a atenção.
Há seis meses, os estudantes tiveram a idéia de usar os sensores desenvolvidos para os robôs em óculos para deficientes visuais. O equipamento emite um som quando a pessoa se aproxima de um obstáculo. O sensor é preso aos óculos e é programado por computador. Fácil de usar e de carregar. Um bip dispara quando o usuário está a um metro de algum objeto.
O estudante Tiago Leão, que ficou cego há quatro anos, testou o equipamento. Ele já está bem adaptado à nova vida, mas conta que na rua existem perigos a todo o momento. Como uma placa de sinalização, orelhões... Que a bengala não pode detectar. “A principal fragilidade é na área superior, onde somos atingidos por carrocerias de caminhões e placas. A bengala só detecta a parte inferior”.
O projeto ainda será aprimorado. Os óculos vão ganhar sensores nas laterais e pode até vibrar. “Também a versatilidade. No caso, colocar algo sem fio seria mais interessante. A gente vai aprimorá-lo”, disse um estudante. “Ver o Tiago testá-lo e aprová-lo foi a melhor parte do projeto”, contou um outro.
“Em nenhum momento a gente pensou em comercializar. Já que está pronto e vimos que é eficaz, nada melhor que tentar passar isso à frente e disponibilizá-lo à sociedade, para que adaptem isso aos seus deficientes”, afirmou o professor Antônio Jacó.
Serviço:
Mais informações sobre os óculos no Centro de Ensino Médio de Sobradinho ou pelo telefone 3901-3113.
http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060710-176327,00.html


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