Um exemplo de superação

Artesãs com necessidades especiais dão exemplo de superação
As miçangas coloridas vão compondo pulseiras, colares. As mãos nem vacilam, já têm prática. Coisas de artesãs. Meninas que aprenderam tão rápido que hoje são profissionais. São professoras. É a primeira vez que dão aula. Ensinam com a mesma paciência que criam as bijuterias.
“As professoras incentivam e sempre dizem que tudo está bonito. Acho muito legal!”, elogia a estudante Luana Loureiro. “Elas têm muita paciência e ensinam bastante. Ajudam muito a gente”, conta a estudante Marília loureiro.
Alunas satisfeitas, professoras orgulhosas, vaidosas. Sempre enfeitadas com as próprias criações. “Eu gosto de usar as minhas peças. Acho que fico até mais bonita”, revela a artesã Mariana Pinto.
As meninas já têm até um ateliê e um novo projeto. Querem ensinar as técnicas, os segredos das bijuterias para alunos das regiões administrativas do DF, de comunidades pobres.
As bijuterias são um sucesso. Em feiras espalhadas pela cidade, o grupo vende cerca de 300 peças por mês. Um salário de mais de R$ 250 para cada uma delas.
“As pessoas levam porque gostam da peça. Só depois ficam sabendo que se trata de um projeto especial. E aí ficam mais encantadas ainda, quando descobrem que as peças foram confeccionadas por meninas que não estão no mercado de trabalho, mas fazem sucesso como qualquer outro expositor”, revela a coordenadora do grupo, Indira Lucena.
Agora, a artesã Andréa Rabelo Maciel ajuda em casa com o dinheiro das bijuterias: “É uma oportunidade que eu tenho de ajudar os outros em casa. Quando recebo o dinheiro, entrego para a minha mãe e digo: ‘Pode comprar o que quiser!’”, conta.
Serviço:
O trabalho das artesãs fica exposto na Feira da Lua, no Centro Comercial Gilberto Salomão, sábado e domingo, das 10h ás 21h.
Data : Sábado 22 Julho 2006 - DFTV 2ª Edição
Reportagem
Marina Franceschini
http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060722-178631,00.html


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