Monday, December 11, 2006

D"As Meninas Atleiê

Aconteceu dia 4 de dezembro no Centro Cultural Banco do Brasil, o seminário sobre a inserção no mercado de trabalho a pessoa com necessidades especiais.

Lá estava montada uma exposição interessante, demonstrando que a determinada deficiencia não justifica o desemprego e a produtividade por essas pessoas tão especiais.

confira abaixo informações sobre o ateliê D"As Meninas

D’As Meninas Ateliê

D’As Meninas Ateliê é um projeto de profissionalização e reconhecimento em ambiente inclusivo, concebido e executado por Indira Lucena, com patrocínio e participação das famílias de jovens portadoras de necessidades mentais. Seus objetivos são:
1º) construir um papel social para jovens portadores de deficiência ou pessoas em situação de exclusão social, mediante a profissionalização como artesãos;
2º) gerar renda para os integrantes do grupo, mediante a comercialização de peças de artesanato, em especial, bijuterias, destinadas aos públicos das classes B e C;
3º) divulgar e disseminar a experiência, de modo que outros adultos e jovens portadores de deficiência ou em risco de exclusão se sintam motivados a buscar opções de trabalho e de realização pessoal .
O Ateliê funciona de segunda a sexta-feira, no período vespertino, na sala 227 da Torre “A” do Terraço Shopping, e é freqüentado de acordo com as disponibilidades d’As Meninas.
Nas exposições e vendas, a coordenadora, as artesãs e suas famílias se revezam para cobrir o período de atividades. As exposições são também o palco onde as artesãs recebem elogios e incentivos do público.

Histórico
1. O projeto começou em março de 2004, na sala de reuniões da APABB, Núcleo do Distrito Federal, como alternativa de ocupação para jovens adultas com deficiência mental, que estavam fora do mercado de trabalho. Era uma parceria informal da APABB e da APAE, com 5 meninas (assim chamadas pela coordenadora, pelas famílias e pelas assistentes sociais das duas entidades): Valquilene Costa Souza (APAE), Selma Simões Baeta (APAE); Ana de Souza de Menezes Bastos (APABB e ex-aluna da APAE), Mariana Silva Pinto (APABB e ex-aluna da APAE) e Andrea Rabello Maciel – Dea (amiga de Ana e Mariana), sob a orientação de Indira Lucena. O grupo se encontrava duas vezes por semana no Ed. Sede 2 do Banco do Brasil, 13º andar, no Setor Bancário Sul. Cada aprendiz levava suas próprias peças e fazia colares, pulseiras de silicone, etc.
2. Em agosto de 2004, o ateliê se mudou para uma saleta no Terraço Shopping, cedida em comodato, decorada e mobiliada com doações das famílias. A mudança inaugurou o período de participação em exposições, de definição do nome e criação da logomarca. O grupo decidiu manter o nome sugerido pela coordenadora: D’As Meninas Ateliê. A logomarca foi criada por Viviane Dourado Ferreira, artesã com formação em Desenho Industrial, amiga do Ateliê, e está em processo de registro no INPI.
3. O objetivo fixou-se na profissionalização d’As Meninas, o que significava prepará-las para tirarem as carteiras de artesãs da Secretaria de Trabalho do Distrito Federal e, a partir daí, comercializar suas peças em exposições, feiras e outros eventos, conforme orientação da Gerência de Artesanato daquela Secretaria, que conheceu o grupo na primeira exposição que fizeram, n’As Oficinas da Solidariedade, em junho/2004
4. Em novembro/2004, quatro** das cinco primeiras artesãs receberam o registro da Secretaria de Estado do Trabalho, e a novata Andréia de Almeida Rocha, BB, então menor de idade, recebeu um “registro provisório”, que se tornaria definitivo em 2006. Sem escolaridade formal, a carteira de artesã foi o primeiro diploma dessas jovens.
5. Em 2005, 1º de abril, impulsionado por trabalho de alunos de Comunicação Social do IESB, o ateliê foi tema de reportagem de Marcelo Abreu no Correio Braziliense, e passou a despertar atenção de outros veículos. Mais jovens procuraram o D’As Meninas Ateliê; algumas permaneceram, entre elas, Juliana Corrêa César e, depois, Daniela Grossi Porto, que tiraram suas carteiras de artesãs em 2006. Recentemente, começaram a freqüentar o ateliê, Lúcia e Renata, ainda sem carteiras de artesãs.
6. Em 7 de maio/2005, mães de 5 Meninas e a Coordenadora firmaram compromisso, registrado em ata, de trabalhar para que o Ateliê se legalize. Fixaram colaboração mensal para compra de material coletivo, pagamento do condomínio, telefone e luz da sala e se incumbiram de buscar eventos para que o Ateliê comercialize as peças, pelo menos, uma vez por mês. Decidiram que as peças vendidas com o nome D’As Meninas Ateliê deveriam ser aprovadas pela Coordenadora e que cada artesã receberia integralmente o valor das peças vendidas, descontados apenas gastos com a montagem da exposição, os quais seriam rateados proporcionalmente à arrecadação de cada uma. Em encontros formais ou informais nas exposições, o trabalho é avaliado e são discutidas propostas para melhorar o desempenho e assegurar o sucesso do Ateliê.
Voluntários
Uma das características do Ateliê é que ele é aberto a quem queira fazer sua bijuteria ou ensinar ou aprender alguma técnica. Muitas dessas pessoas passam a freqüentá-lo e atuam como Amigos do Ateliê, entre esses, Andréia Frazão, Isabel, Isaura e Isadora (neste ano, cotidianamente), Cristiane, Leide, Lívia, Marília, Orfisa, Regina, Riso, Roberto Duarte, Rosângela, Valéria e outros parentes e amigos das artesãs, que, de algum modo, contribuem para o avanço do projeto .

Parceiros
1. A APABB/DF e o Instituto Meta Social sempre convidam As Meninas a participar de eventos que divulgam o trabalho.
2. A butique Absoluta Woman Style, do Terraço Shopping, de setembro/2005 até seu fechamento em março/2006, comercializou as peças D’As Meninas, divulgando gratuitamente a marca, sem cobrar qualquer retribuição.
3. A Lua Cheia Produções cede gratuitamente espaço da Feira da Lua para o Ateliê, desde julho de 2005. A renda mensal das artesãs e da coordenadora depende diretamente desse apoio.

Reportagens e Divulgação
a) Notícia “Trabalhar para Incluir” no Jornal da APABB de agosto de 2004
b) Reportagem no jornal Na prática, dos alunos do IESB, em março de 2005
c) Matéria “Talento para Fazer Bijuterias”, no Correio Braziliense de 1º de abril de 2005, com chamada de capa
d) Reportagem do Informe DF da TV Record de Brasília
e) Apresentação na Rádio Nacional
f) Trabalho em vídeo dos estudantes de Publicidade do IESB
g) Reportagem na revista Foco de setembro sobre a parceria Absoluta Woman Style e o D’As Meninas Ateliê
h) Entrevista com Mônica Nóbrega, na TV Brasília, em 29/novembro/2005
i) Reportagem no DFTV, da TV Globo, na noite do dia 3/dezembro/2005
j) Notícia no jornal da APABB do primeiro trimestre de 2006 – Inclusão pelo Trabalho: Cooperativas Sociais
k) Reportagem no Correio Braziliense de 21.07.2006, Caderno Cidades: “De Alunas a Professoras”, sobre a Oficina de Artesanato a ser realizada na Feira da Lua de 22 e 23 de julho; com chamada de primeira capa “Jóias da Vida”
l) Reportagem no DFTV de 22.07.2006
m) Reportagem na TV Record de 22.03.2006
n) Reportagem no SBT, de 22.07.2006
o) Reportagem da TV Nacional, de 22.07.2006
p) Entrevista à TV Distrital, em julho de 2006
q) Divulgação do Apoio da Feira da Lua na reportagem “No Mundo da Lua”, no Correio Braziliense de 26.08.2006, Caderno C, Coluna 360 Graus
r) Divulgação no Programa Mônica Nóbrega (TV Brasília) do dia 24/11/2006, com outras instituições que buscam a inclusão da pessoa com deficiência.

O Futuro
a) D’As Meninas Ateliê deve tornar-se Cooperativa Social, nos termos do art. 35, III, do Decreto n. 3.298, de 1999, produzindo bijuterias e outros trabalhos manuais para as classes B e C no país e no exterior. A realização desse projeto tornará as artesãs realmente autônomas, e para ele, contam com a orientação da Drª. Maria Aparecida Gugel, Subprocuradora-Geral do Trabalho, da OCDF e da Secretaria do Trabalho do Distrito Federal.
b) Dar aulas a outros jovens é um projeto, que, por ora, é realizado em oficinas gratuitas na Feira da Lua e em eventos ao ar livre como o Festival “Ser Diferente é Normal”, realizado no mês de outubro no Parque da Cidade.

Informações
D’As Meninas Ateliê, coordenadora Indira Lucena, fones 3032-7383; 8117-2393 ou 8487-4181

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

O projeto é realmente muito interessante. E as meninas são talentosíssimas!

9:20 AM  

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