Retrocesso contra Crianças Especiais
Um verdadeiro retrocesso
Iam: convívio com outras crianças tem sido fundamental
Retrocesso na educação
Aos 2 anos de idade Iam sabe andar, não tem dificuldade para pegar objetos e já pronuncia as primeiras palavras. Uma evolução e tanto, obtida com uma receita simples: a matrícula numa escola de ensino regular. “Depois que ele entrou na escola e passou a ter contato com crianças que não possuem necessidades especiais, desenvolveu muito!”, comenta a psicóloga Eliane Castro, mãe do garotinho.
Mas todo esse trabalho pode ficar comprometido. Por determinação da Secretaria de Educação, o Centro Educacional Nº 04, em Taguatinga, não vai mais receber alunos portadores de necessidades especiais. Ao contrário do que recomenda o Ministério da Educação, nas diretrizes do ensino inclusivo. A decisão pode atrapalhar muita gente.
Ao todo, 125 portadores de necessidades especiais estão matriculados na escola. A maioria tem entre 2 e 4 anos. São crianças que há um ano foram transferidas para o ensino regular, por meio de um programa de inclusão social, e que agora terão que voltar para as chamadas “escolas especiais”.
“A grande diferença é que eles têm a possibilidade de entrar em contato com outras crianças, que são consideradas normais. E isso ajuda muito no desenvolvimento deles. Na assimilação do andar, do falar, do aprendizado em geral”, afirma a promotora de eventos Adriana de Oliveira, mãe de um aluno.
O drama vivido por essas mães é semelhante ao de Helena, personagem interpretada por Regina Duarte na novela “Páginas da Vida”, da TV Globo. Ela tem dificuldades para encontrar uma escola que aceite a filha, portadora da Síndrome de Down.
A educação inclusiva ajuda a acelerar o raciocínio e faz com que o portador de necessidades especiais se desenvolva com mais facilidade. “Se durante um tempo na vida nós aprendemos com os nossos mestres, muito do nosso aprendizado também é feito por mimetismo. O mimetismo significa: eu convivo com o meu grupo e sou capaz de aprender as normas comuns de convivência daquele grupo. As atitudes, os atos, os desejos, todas essas coisas aprende-se por convivência com seus pares. E isso é o que a escola regular proporciona”, explica o pediatra Dennis Alexander Burns.
O diretor da Regional de Ensino de Taguatinga, Wilson de Souza Filho, reconhece que voltar com os alunos para o Centro de Ensino Especial é um retrocesso. De acordo com ele, até 21 de dezembro a situação será resolvida.
Leonardo Ribbeiro / Márcio Muniz
http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20061206-255809,00.html
Data : Quarta-feira 06 Dezembro 2006 - DFTV 1ª Edição
Iam: convívio com outras crianças tem sido fundamental
Retrocesso na educação
Aos 2 anos de idade Iam sabe andar, não tem dificuldade para pegar objetos e já pronuncia as primeiras palavras. Uma evolução e tanto, obtida com uma receita simples: a matrícula numa escola de ensino regular. “Depois que ele entrou na escola e passou a ter contato com crianças que não possuem necessidades especiais, desenvolveu muito!”, comenta a psicóloga Eliane Castro, mãe do garotinho.
Mas todo esse trabalho pode ficar comprometido. Por determinação da Secretaria de Educação, o Centro Educacional Nº 04, em Taguatinga, não vai mais receber alunos portadores de necessidades especiais. Ao contrário do que recomenda o Ministério da Educação, nas diretrizes do ensino inclusivo. A decisão pode atrapalhar muita gente.
Ao todo, 125 portadores de necessidades especiais estão matriculados na escola. A maioria tem entre 2 e 4 anos. São crianças que há um ano foram transferidas para o ensino regular, por meio de um programa de inclusão social, e que agora terão que voltar para as chamadas “escolas especiais”.
“A grande diferença é que eles têm a possibilidade de entrar em contato com outras crianças, que são consideradas normais. E isso ajuda muito no desenvolvimento deles. Na assimilação do andar, do falar, do aprendizado em geral”, afirma a promotora de eventos Adriana de Oliveira, mãe de um aluno.
O drama vivido por essas mães é semelhante ao de Helena, personagem interpretada por Regina Duarte na novela “Páginas da Vida”, da TV Globo. Ela tem dificuldades para encontrar uma escola que aceite a filha, portadora da Síndrome de Down.
A educação inclusiva ajuda a acelerar o raciocínio e faz com que o portador de necessidades especiais se desenvolva com mais facilidade. “Se durante um tempo na vida nós aprendemos com os nossos mestres, muito do nosso aprendizado também é feito por mimetismo. O mimetismo significa: eu convivo com o meu grupo e sou capaz de aprender as normas comuns de convivência daquele grupo. As atitudes, os atos, os desejos, todas essas coisas aprende-se por convivência com seus pares. E isso é o que a escola regular proporciona”, explica o pediatra Dennis Alexander Burns.
O diretor da Regional de Ensino de Taguatinga, Wilson de Souza Filho, reconhece que voltar com os alunos para o Centro de Ensino Especial é um retrocesso. De acordo com ele, até 21 de dezembro a situação será resolvida.
Leonardo Ribbeiro / Márcio Muniz
http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20061206-255809,00.html
Data : Quarta-feira 06 Dezembro 2006 - DFTV 1ª Edição


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