Bombeiros do DF: investigações continuam para apurar responsabilidades: Amarrou ou nao de forma correta o cadaver?

Data : Quinta-feira 16 Agosto 2007 - Bom Dia DF
Homenagem e revelação
Tatiana Rodrigues / João Carlos / Wilson de Souza
Missa de bombeiros mortos em queda de helicóptero é celebrada
A Missa de 7º Dia dos bombeiros foi celebrada na noite dessa quarta-feira, na Igreja Militar do Espírito Santo, no Complexo da Academia de Bombeiros, no Setor Policial Sul. Os 450 lugares foram poucos para tantos amigos e parentes.
Ao lado do altar, três capacetes semelhantes aos que eram utilizados por eles. A família de um dos bombeiros estava com a foto dele na camiseta. As mulheres dos três militares receberam um buquê de flores, em homenagem à coragem dos maridos que morreram em serviço.
A emoção tomou conta de todos da corporação e dos colegas de trabalho da Secretaria de Segurança. O comandante do Corpo de Bombeiros fez sua homenagem assumindo a bateria da banda que tocou na missa.
Cada um queria dizer o quanto o major Luiz Henrique, o capitão Frederico Magalhães e o sargento Lélio deixaram saudades. O comandante da Base de Resgate, tenente-coronel Paulo Fernandes, fez um discurso emocionado sobre a relação que tinha com os três e, ao final, entregou às famílias as centenas de correspondências recebidas de pessoas de vários estados, sensibilizadas com o acidente.
“A gente precisa continuar. Mesmo porque, eles sempre lutaram para que a gente pudesse voar cada vez mais, salvar cada vez mais”, afirmou o comandante Fernandes.
Homenagens ajudaram a aliviar a dor dos parentes: “É uma alegria muito grande pra mim, para os meus pais e para a nossa família, saber que essas pessoas têm homenageado o meu irmão. Será guardado para as outras gerações”, disse André Barbosa, irmão do major Luiz Henrique.

A Polícia Civil já ouviu cinco das 12 testemunhas. A funcionária do IML, Maria Pinheiro, chegou ao local do acidente antes dos bombeiros na última quinta-feira (9). Ela ajudaria a fazer a remoção do corpo encontrado atrás da Usina de Lixo da Ceilândia.
Como o local era de difícil acesso, foi preciso pedir ajuda à Base de Resgate Aéreo. Maria conta que fez um alerta à equipe quando viu a maca que seria utilizada na operação.
“Eu falei com o major sobre a bandeja dele, que não estaria correta porque não era uma bandeja pesada, não tinha alças. Era imprópria para ele fazer aquilo, era muito leve. Tirei a minha do rabecão, mostrei que era de aço, que tinha as laterais e tudo. Só que ele não quis ouvir. Disse que ia com a dele mesmo”, conta Maria.
“Era um dos pilotos mais experientes que nós tínhamos, que infelizmente morreu. Não tenho dúvida nenhuma do conhecimento que ele tinha. A atividade que desempenhamos no local era uma atividade para a qual treinávamos bastante, que já tínhamos feito várias vezes. Declarações de pessoas que não têm o conhecimento técnico só servem como testemunho de alguém que viu. Não como um testemunho técnico, que ateste que dessa ou de outra forma era a melhor possível”, afirmou o major Rogério.


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