Herois (Bombeiros) são Sepultados

Data : Sexta-feira 10 Agosto 2007 - DFTV 1ª Edição
Reportagem
Emoção no velório
Renata Gonzaga / Almir de Queiroz / Edson Cordeiro / Emerson Soares / Maurício Barini
Despedida dos oficiais que morreram na queda do helicóptero
Eles são treinados para viver situações de risco, mas a tragédia abalou o Corpo de Bombeiros. A corporação está de luto pela morte dos três militares. O major Luís Henrique Andrade Barbosa, 35 anos, passou a última década servindo como piloto do Batalhão de Aviação Operacional.
O capitão José Frederico Assunção Magalhães, 35 anos, era co-piloto há três anos. O sargento Lélio Antônio da Rocha, 42 anos, trabalhou os últimos cinco anos como tripulante. O Comando Geral vai propor a promoção dos militares. Eles serão enterrados como heróis.
O hangar foi preparado para o velório dos bombeiros. O mesmo lugar de onde partiram nessa quinta-feira (9), às 12h37 para mais uma missão de resgate. O destino era o aterro sanitário da Ceilândia. O objetivo da tripulação era retirar um cadáver encontrado em um local de difícil acesso e levá-lo até outra área onde estava a equipe de terra.
O corpo foi amarrado à maca, mas acabou se soltando. A corda teria se enroscado na hélice, a aeronave se desgovernou, bateu no morro e acabou incendiando. O cabo Alisson, que estava no solo, assistiu a morte trágica dos colegas.
As causas do acidente serão investigadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), pela Polícia Civil e também pelo Corpo de Bombeiros. O comandante-geral da corporação, coronel Anício Júnior, descarta a possibilidade de falha no equipamento e também garante que não houve erro da tripulação. Mas, segundo ele, só as investigações poderão explicar porque o corpo que estava sendo conduzido se soltou da maca.

“Eu não creio que tenha sido falha na amarração, até porque é um procedimento padrão que nós temos. É uma técnica de prendimento usada tanto numa vítima com vida quanto um corpo. No levantamento que nós vamos proceder dentro da corporação, no inquérito técnico, é que nós vamos saber realmente quais foram os motivos que fizeram aquele corpo se soltar. Até mesmo, é uma suposição apenas, o alto grau de decomposição em que estava aquele cadáver”, afirmou o coronel Anício.
Hoje, no hangar do Batalhão de Aviação Operacional, apenas um helicóptero. A aeronave que caiu, avaliada em US$ 3 milhões, não tinha seguro porque o orçamento deste ano não previu recursos para isso. Um novo helicóptero deve ser comprado só com o dinheiro do orçamento do ano que vem.
O velório do capitão Frederico Magalhães está sendo realizado na capela dez do Campo da Esperança. O enterro vai ser às 16h. O presidente da República em exercício, José Alencar, divulgou nota a pouco prestando solidariedade às famílias dos bombeiros.
http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20070810-295545,00.html


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