Wednesday, August 15, 2007

Inacessibilidade para o Para-Pan - A difícil trajetória de dois torcedores



14.08.2007

A difícil trajetória de dois torcedores

No Rio de Janeiro há duas realidades distintas para os portadores de deficiência: a dos locais de competição, projetados para oferecer acesso livre, e a do lado de fora, nas ruas, com os mesmos obstáculos de tantas outras cidades brasileiras.



No Rio de Janeiro, sede dos jogos Parapan-Americanos, há duas realidades distintas para os portadores de deficiência: a dos locais de competição, projetados para oferecer acesso livre, e a do lado de fora, nas ruas, com os mesmos obstáculos de tantas outras cidades brasileiras. É o que revela a difícil trajetória de dois torcedores que decidiram assistir aos jogos.

Sheila precisa de força. Determinação. Mas a prova é difícil demais. “É uma rampa muito íngreme com uma extensão muito grande”, reclama a cadeirante.

O acesso à estação de trem em frente ao estádio do Engenhão parece missão pra atletas. Mas o exercício é obrigatório para pessoas com deficiência que dependem do transporte público.

Na estação, Sheila e Edy, deficiente visual, aguardam o embarque sem a ajuda de funcionários. E por conta do espaço entre o trem e a plataforma, para entrar, só com a boa vontade de outros passageiros.






No metrô, ninguém está por perto na hora do desembarque. A porta se fecha e eles não conseguem sair a tempo. No ponto de ônibus, mais dificuldades. Calçada sem rampa, carros no meio do caminho. Sheila tem que ser carregada.

Chegar aos locais de competição exige esforço. “Na verdade quem é o atleta somos nós, né?”, diz Edy.

Dentro do Parque Aquático Maria Lenk, o contraste. O espaço é projetado sem grandes obstáculos nem barreiras. Dentro, os atletas conquistam mais do que medalhas, mas também independência.

Clodoaldo, nadador, medalhista e ídolo, circula sozinho pra lá e pra cá. Ele se sente livre, mesmo fora d'água. “É o pontapé inicial pra todo esse pensamento, todo esse conceito de mudar e que num futuro bem próximo possamos ter acessibilidade total”, sonha o nadador.

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