Monday, August 13, 2007

Tragedia no Corpo de Bombeiros






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Data : Quinta-feira 09 Agosto 2007 - DFTV 2ª Edição
Reportagem
Tragédia
Fabiana Santos / Almir de Queiroz / Maurício Barini

Helicóptero dos bombeiros cai na Ceilândia
A tristeza tomou conta dos bombeiros do Distrito Federal. Um acidente com o helicóptero, modelo Esquilo, ocorreu em uma área isolada da QNP 28 em Ceilândia, perto de uma usina de lixo. Por volta das 14h desta quinta-feira (9), o helicóptero pegou fogo e ficou praticamente destruído.
No acidente, três bombeiros morreram carbonizados. A equipe fazia o resgate de um cadáver na área. O motorista Romério dos Santos Silva viu quando o helicóptero caiu e explodiu. “Vi quando eles tiraram o corpo do local. Mas quando chegou a uns 15 metros de altura o corpo começou a balançar em cima da maca. Aí, o corpo se soltou da maca, que subiu e pegou na hélice traseira. Foi quando o helicóptero perdeu controle. Antes de cair, a aeronave partiu a parte traseira. Quando caiu, explodiu tudo”, conta Romério Silva.
Um outro bombeiro que estava no solo, no momento do resgate, sobreviveu ao acidente. Mas ele entrou em estado de choque. Muitos curiosos tentaram se aproximar do local, mas foram impedidos pela polícia.
O governador José Roberto Arruda esteve no local do acidente. Ele decretou luto oficial no Distrito Federal por três dias. Por volta das 16h, os peritos começaram a retirar os destroços do helicóptero para análise.
De acordo com o Comando do Corpo de Bombeiros do DF, a equipe que fazia o resgate do cadáver era muito experiente. O mais novo da equipe tinha 15 anos de corporação. Mesmo antes do resultado das duas perícias, que serão feitas pela Força Aérea Brasileira e pela Polícia Civil do DF, o comandante dos bombeiros descarta a possibilidade de falha humana ou problemas nos equipamentos.










“No início do içamento do cadáver houve um vento lateral e a maca virou. Com isso, o cadáver soltou-se, a maca ficou leve e com os ventos laterais e com o vento provocado pelo próprio rotor, ele foi lançada para cima. Na hora de lançar a máquina para cima, possivelmente, ela tenha se prendido no rotor. Não há falha humana nessa situação e não há falha de equipamento. Foi uma fatalidade, uma fatalidade”, diz o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Anício Barbosa.
No fim da tarde, o coronel Anício Barbosa anunciou os nomes dos integrantes da tripulação. O comandante da aeronave era o major Luiz Henrique Andrade Bardosa, 35 anos. Ele tinha 17 anos de serviço, sendo dez deles como piloto. O major foi um dos militares do Distrito Federal convocado para prestar auxílio aos Jogos Pan-americano no Rio de Janeiro;
O co-piloto capitão José Frederico Assunção Magalhães, 35 anos, tinha 15 anos de serviço, sendo três deles como piloto. O 1º sargento Lélio Antônio da Rocha, 42 anos, sendo 21 anos de serviço, e cinco como tripulante operacional. O único sobrevivente foi o cabo Alisson dos Santos Oliveira, com oito anos de serviço.
Todos os militares mortos receberão uma promoção pós-morte. O comandante Anício Barbosa garantiu que os familiares terão toda a assistência necessária.

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