Thursday, September 04, 2008

Transporte público não favorece pessoas com deficiência

http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL748252-10039,00-TRANSPORTE+PUBLICO+NAO+FAVORECE+PESSOAS+COM+DEFICIENCIA.html
Passageiros com deficiência sentem-se desamparados. Existem poucos veículos adaptados, falta selo de indicação nos pára-brisas e treinamento para motoristas e cobradores.




Cansado de não conseguir pegar ônibus porque o motorista estava sem a chave que aciona a rampa de acesso, o artesão Roesley Otaviano comprou a própria chave. Mas isso não resolveu todos os problemas. Com poucos ônibus e microônibus adaptados ele já ficou mais de duas horas esperando na parada.


“Além de não haver ônibus suficiente, não tem organização. Às vezes eu ligo para saber o horário exato do ônibus, mas quando vou para a parada não acontece o que eles afirmaram”, conta Roesley.Falta transporte adaptado e acesso. Na Rodoviária do Gama, a rampa está quebrada e para entrar no ônibus é preciso pedir ajuda ou dar uma grande volta.


“Agora eu me arrisco atrás dos ônibus até chegar. A realidade é esta. Fora o risco que a gente passa, principalmente os cadeirantes e deficientes visuais. E acontece em todos os terminais”, revela o estudante Francisco Martins.


As pessoas com deficiência têm outras reclamações: nem todos os ônibus e microônibus adaptados têm o selo no pára-brisa. Falta treinamento para motoristas e cobradores e o cartão que dá direito à passagem muitas vezes não é cobrado.


“Como que nós vamos registrar nossa presença nos ônibus se eles não estão fazendo questão de passar o cartão de leitura?”, questiona o vice-presidente do Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência do DF, Luiz Maurício dos Santos.


A artesã Ângela Maria da Silva também reclama do tratamento: “Geralmente, tenho que pedir a um passageiro para manobrar a cadeira, porque ela é muito grande e não tenho espaço para mover e encaixar no local certo. São raros os motoristas que têm paciência com a gente”, reclama.De acordo com o diretor técnico do DFTrans, Cristiano Tavares, a partir das denúncias a fiscalização será reforçada, para que as regras de atendimento ao usuário com necessidade especial sejam obedecidas.
Para assistir a materia, acesse o link abaixo.

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