Conselho de Saúde autoriza Atendimento domiciliar: isso sim, é ter credibilidade e poder!
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Atendimento domiciliar já está autorizado
GDF consegue permissão do Conselho de Saúde para criar um serviço completo.
A ideia é desafogar as UTIs dos hospitais públicos.
Uma rotina que já dura três anos e meio: todos os dias, Josefa passa a tarde no Hospital Regional da Asa Sul, onde o filho mais novo vive desde que nasceu. João Paulo tem uma síndrome rara que causa paralisia facial e perda da força muscular. O menino nunca deixou o hospital. De qualquer forma, a força de vontade faz João ficar cada dia melhor. Os médicos já deram alta, mas ele não pode ir para casa. É que depende de um aparelho de respiração. “Se ele estivesse em casa, já teria se desenvolvido muito mais. Não estaria nesse ambiente de UTI, de estresse. Além disso, a família não pode visitá-lo de uma só vez. Ele não convive com todos os familiares”, diz a professora Josefa do Nascimento. Hoje, 13 crianças e 33 adultos estão na mesma situação. São pacientes que estão internados há meses em UTIs semi-intensivas recebendo atendimento que poderia ser feito em casa. Para desafogar os leitos, o GDF tem um programa de acompanhamento domiciliar que só atende pacientes com problemas mais simples. “Se restringe àqueles pacientes crônicos, acamados, agravados, que necessitam de cuidados hospitalares, que estejam estáveis e que possam ter esse tratamento em casa, com a família ajudando a equipe de internação domiciliar”, explica a gerente de Atenção Domiciliar da Secretaria de Saúde, Maria Leopoldina Villas Boas. O Conselho de Saúde do DF autorizou a Secretaria de Saúde a criar o chamado home care. Um atendimento domiciliar mais completo do que o oferecido atualmente, capaz de levar para casa o ambiente hospitalar que o paciente ainda necessita, com equipamentos e uma frequência maior de médicos e enfermeiros nas residências. O GDF gasta R$ 3,5 mil por dia para manter um paciente na UTI. No atendimento domiciliar, o custo é de pouco mais de mil reais diários. A Secretaria de Saúde pretende treinar familiares de pacientes para ajudar no atendimento em casa e contratar empresas especializadas em atendimento domiciliar. “Quando você leva uma pessoa que está hospitalizada para o seio da família, ela tem uma recuperação fantástica. Esse é o primeiro aspecto. Num segundo aspecto, você libera um leito de UTI. Todos nós sabemos que esse tipo de leito faz parte de uma estrutura de alta complexidade e extremamente cara. Além disso, hoje em Brasília nós temos uma fila muito grande para UTI e que diariamente a gente não sabe quem mandar, porque os leitos estão ocupados”, diz o secretário adjunto de Saúde, Florêncio Cavalcante. O secretário informou ainda que o início do atendimento em casa depende de licitação para contratar as empresas.
Fernanda Soares / Lúcio Alves
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1040080-10039,00-ATENDIMENTO+DOMICILIAR+JA+ESTA+AUTORIZADO.html
Atendimento domiciliar já está autorizado
GDF consegue permissão do Conselho de Saúde para criar um serviço completo.
A ideia é desafogar as UTIs dos hospitais públicos.
Uma rotina que já dura três anos e meio: todos os dias, Josefa passa a tarde no Hospital Regional da Asa Sul, onde o filho mais novo vive desde que nasceu. João Paulo tem uma síndrome rara que causa paralisia facial e perda da força muscular. O menino nunca deixou o hospital. De qualquer forma, a força de vontade faz João ficar cada dia melhor. Os médicos já deram alta, mas ele não pode ir para casa. É que depende de um aparelho de respiração. “Se ele estivesse em casa, já teria se desenvolvido muito mais. Não estaria nesse ambiente de UTI, de estresse. Além disso, a família não pode visitá-lo de uma só vez. Ele não convive com todos os familiares”, diz a professora Josefa do Nascimento. Hoje, 13 crianças e 33 adultos estão na mesma situação. São pacientes que estão internados há meses em UTIs semi-intensivas recebendo atendimento que poderia ser feito em casa. Para desafogar os leitos, o GDF tem um programa de acompanhamento domiciliar que só atende pacientes com problemas mais simples. “Se restringe àqueles pacientes crônicos, acamados, agravados, que necessitam de cuidados hospitalares, que estejam estáveis e que possam ter esse tratamento em casa, com a família ajudando a equipe de internação domiciliar”, explica a gerente de Atenção Domiciliar da Secretaria de Saúde, Maria Leopoldina Villas Boas. O Conselho de Saúde do DF autorizou a Secretaria de Saúde a criar o chamado home care. Um atendimento domiciliar mais completo do que o oferecido atualmente, capaz de levar para casa o ambiente hospitalar que o paciente ainda necessita, com equipamentos e uma frequência maior de médicos e enfermeiros nas residências. O GDF gasta R$ 3,5 mil por dia para manter um paciente na UTI. No atendimento domiciliar, o custo é de pouco mais de mil reais diários. A Secretaria de Saúde pretende treinar familiares de pacientes para ajudar no atendimento em casa e contratar empresas especializadas em atendimento domiciliar. “Quando você leva uma pessoa que está hospitalizada para o seio da família, ela tem uma recuperação fantástica. Esse é o primeiro aspecto. Num segundo aspecto, você libera um leito de UTI. Todos nós sabemos que esse tipo de leito faz parte de uma estrutura de alta complexidade e extremamente cara. Além disso, hoje em Brasília nós temos uma fila muito grande para UTI e que diariamente a gente não sabe quem mandar, porque os leitos estão ocupados”, diz o secretário adjunto de Saúde, Florêncio Cavalcante. O secretário informou ainda que o início do atendimento em casa depende de licitação para contratar as empresas.
Fernanda Soares / Lúcio Alves
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1040080-10039,00-ATENDIMENTO+DOMICILIAR+JA+ESTA+AUTORIZADO.html


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