Wednesday, May 27, 2009

Sindrome de Munchausem : Características da mãe e da família




Características da mãe e da família

Geralmente é inteligente, articulada, simpática, comunicativa, muito dedicada e cuidadosa com filho. Não se afasta da cabeceira do leito. Algumas têm grande aptidão teatral.


Comporta-se como uma enfermeira experiente, assume funções e tendem a ultrapassar os limites impostos pelas normas e regulamentos do serviço.


Apodera-se do vocabulário médico (terminologias e discurso), faz perguntas a todos sobre as causas, evolução provável, planos de investigação e de tratamento. De forma aberta ou dissimulada sugere condutas. Apresentam nítida preferência por exames médicos ou intervenções mais invasivas.


Apesar de não se afastar da criança e parecer esmerada em cuidar dela, não parece tão preocupada com a gravidade da doença da criança quanto os médicos e enfermeiras e as vezes parecem contentes e confortáveis com a função de mãe do doente.


Travam relações inusualmente cordiais e íntimas com algumas enfermeiras e médicos. Não parecem se importar, eventualmente, parece gostar da incapacidade dos médicos de fazer o diagnóstico da doença.


Frequentemente apresentam passado de uma internação médica traumática ou foram abusadas na infância ou que já trabalharam em serviços médicos (Rx, laboratório, enfermagem etc)

Torna-se agressiva ou pelo menos evita o contato com as pessoas que manifestam suas dúvidas, suspeitas ou questionam os sintomas e sua falta de consistência. Quando confrontadas abertamente com a hipótese, se tornam agressivas e arrogantes e ameaçam ou deixam o hospital sem alta.


Mesmo quando as consequências do evento são graves, nunca parecem sentir culpa.

Criam sempre certo tumulto na enfermaria e durante os plantões para conseguir atenção

No início a criança pode ter seqüelas emocionais do abuso ou seqüela física pelas agressões que levam à doença. Entretanto algumas crianças maiores, sobretudo escolares e adolescentes, parecem se associar à mãe como cúmplices. Uma teoria que tenta explicar este fenômeno é que a criança ficaria condicionada a um relacionamento em que o amor e o afeto é condicionado à estar doente. Só é amada e cuidada quando está doente, quando fica sadia é negligenciada ou agredida.


Quando está doente recebe todo cuidado e carinho.

Apesar de abusada, frequentemente, a criança gosta da mãe e faz tudo para trazê-la de volta, inclusive mentir, provocar vômitos estimulando a faringe ou mesmo se provocar lesões. Boa parte destas crianças passarão a apresentar a síndrome de Munchausen by self quando adolescentes ou maiores.

O pai é geralmente é omisso em duvidar que a mãe é cuidadosa e que seria incapaz de fazer qualquer mal à criança.

As visitas de parentes ao hospital são raras. Geralmente a família é mantida afastada pela mãe sob diversas desculpas.

A mãe tem uma história pessoal de doenças repetidas e de história pouco consistente ou, depois se descobre, tem passado típico de ter sido vítima de Munchausen by proxi quando criança e/ou de Munchausen by self quando adulta.

Há casos em que vários membros alegam ter várias doenças sérias e famílias com casos de mortes súbitas e inexplicáveis. Exemplos de manifestações:


1. Episódios de "convulsão ou apnéia ou quase parada" que eram causados por asfixia da criança pela mãe, geralmente asfixiando a criança com travesseiros (documentada em vídeo).


2. Administração de drogas por via oral: anticonvulsivantes, benzodiazepínicos, outros sedativos, clorpromazina, opiáceos, antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, laxantes. Pela frequência de drogas depressoras do SNC frequentemente a criança se apresenta sedada ou em coma.


3. Intoxicação não acidental com produtos domésticos, plantas e chás diversos.


4. Administração de drogas intra-venosas: sedativos, anticoagulantes, corticóides, insulina.


5. Quadros febrís e de bacteremia provocados por injeção intravenosa de urina, material fecal, saliva ou outras substâncias.


6. Convulsões e outros distúrbios neurológicos.


7. Hemorragias de repetição: epistaxes, hemorragias digestivas alta e baixa, hemoptises, hemorragias otológicas, hematúria, simuladas com sangue retirado da mãe ou da veia da criança.


8. Paradas cardiorespiratórias por asfixia ou intoxicação


9. Cálculos eliminados na urina


10. Diarréias por uso de laxantes


11. Glicosúria por adição de açucares na urina


12. Simulação de vômitos fecalóides


13. Histórias em pronto-socorros típicas de infarto, úlcera perfurada, embolia pulmonar.


14. Abscesso produzidos por injeções contaminadas (por germes inusuais ou múlitplos)


15. Paralisias: uma menina que foi colocada em uma cadeira de rodas, como se tivesse uma paralisia por causa de uma espina bífida. Mesmo depois de confirmada a ausência de problemas neurológicos continuou na cadeira de rodas até os 22 anos.

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