Thursday, March 30, 2006

Denúncias: O novo secretário adjunto de Saúde é o médico Mário Sérgio Nunes, porque ...



... O médico Evandro Oliveira da Silva é investigado pelo Ministério Público

O novo secretário adjunto de Saúde é o médico Mário Sérgio Nunes, que era subsecretário de Atenção à Saúde na gestão de Arnaldo Bernardino. O médico Evandro Oliveira da Silva, que era diretor do Hospital Regional da Asa Norte, assume a subsecretaria de Atenção à Saúde.
Em novembro de 2003, Evandro Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público. A acusação era de que o diretor havia reservado uma sala no centro cirúrgico do HRAN para cirurgias plásticas estéticas.
Em depoimento ao Ministério Público, o diretor disse que decidiu criar a sala em face das pressões políticas que promoviam o fura fila de cirurgias. De acordo com ele, para fazer a cirurgia plástica estética os médicos trocavam o código do procedimento cirúrgico, já o SUS não cobre esse tipo de operação.
O secretário de Saúde disse que não sabia das denúncias contra Evandro Oliveira. José Geraldo Maciel já pediu informações sobre o processo para decidir o que fazer.


Reportagem Quarta-feira 30 Março 2005 - DFTV 1ª Edição
Denúncias...

Palestra valorizando a pessoa com necessidades especiais

Ata da Reunião Ordinária do Conselho Regional de Saúde do Gama

Aos catorze dias de fevereiro de dois mil e seis, em segunda chamada, às quinze horas, no auditório do HRG deu-se inicio a reunião ordinária do Conselho Regional de Saúde do Gama – CRSG. Presidida pelo conselheiro Renato Simões, que procedeu com a leitura da ata anterior. A ata foi aprovada , após a ressalva do conselheiro Ozéas Silva (Ozéas de Oliveira), onde disse que não foi contra a retirada das entidades que estavam faltando às reuniões Ordinárias e sim se absteve da votação e da conselheira Hilda de Castro que disse não estar sendo comunicada das reuniões ordinárias, justificando suas ausências as reuniões. O conselheiro presidente comentou que o calendário das reuniões foi aprovado pelos conselheiros e todos foram comunicados, mesmo assim reconheceu a necessidade de melhorar a comunicação. Informou sobre a manifestação pela aprovação da EC 29, que trata do financiamento da saúde, realizada na Câmara dos Deputados, com a participação de vários representantes de conselhos municipais estaduais e o nacional. Em seguida pediu aos conselheiros uma maior participação e presença no Conselho Regional, já que a secretária administrativa encontrava-se afastada para tratamento de saúde. Comunicou também da exoneração do Dr. Carlos Teófilo como Diretor da DRSG e sua substituição pelo Dr. Paulo Henrique. A conselheira Rosaria reclama das saídas constantes dos médicos do Pronto Socorro, na hora do atendimento. A conselheira Mariene disse que o motivo da exoneração do Diretor do HRG foi por não ser atendido pela Secretaria de Saúde a cerca das demandas do HRG. A conselheira Kátia Paula alerta quanto ao risco de o HRG perder os médicos residentes recém contratados que estão trabalhando nos centros de Saúde. Pede que o Conselho Regional tome alguma atitude em relação ao caso. O conselheiro Luiz Maurício propôs que o CRSG pedisse uma satisfação aos secretários municipais de saúde em função da constante e crescente demando no Hospital Regional do Gama. O conselheiro Ricardo Patrão sugeriu aos Conselheiros que apresentassem suas reclamações por escrito, dês os mínimos aos maiores problemas, a fim de estabelecer as prioridades. Ao se discutir sobre o Centro de Saúde n. 4, o servidor Álvaro fez um breve histórico da situação, destacando a promessa da reforma em um mês, e já duram três anos. O Conselheiro Fabio Alauri sugere que façamos uma denuncia ou movimento em defesa do Centro de Saúde 4 junto á mídia e chamando a responsabilidade dos órgãos públicos. O conselheiro Ozéas Silva (Ozéas de Oliveira) perguntou ao plenária qual a carga horária do médico e por que ele não fica até o final do seu turno.Em resposta, a Conselheira Kátia Paula disse que isso não é respeitado pelo médico devido a uma cultura já estabelecida, apesar de uma norma do Ministério da Saúde determinar tal cumprimento. O médico na verdade, teria que estar com o paciente no mínimo quinze minutos, mas alguns não ficam nem cinco minutos. A Conselheira Mariene, com usuária sugere o retorno imediato ás atividades no C S 4. A Conselheira Kátia Paula solicitou do CRSG uma posição concreta sobre o CSG 4 e disse ser a favor de sua reforma imediata até a construção de um novo Centro de Saúde. A servidora Gorete, do CSG 4 disse ter sido comunicada que seria impossível o retorno ás atividade no mesmo local. A Conselheira Ilda de Castro sugeriu criar uma comissão para acompanhar os problemas do Centro de Saúde 4 e disse ser possível utilizar o carro do som do SINDSAUDE para mobilizar. A conselheira Kátia Paula informou que poderia usar os agentes comunitários do Centro de Saúde 4 para informar sobre a real situação aos moradores. Após as considerações, o
CRSG decidiu, por quatorze votos favoráveis (unanimidade) pela reforma imediata do atual CSG4 até que seja construído um outro, com as mesmas características e entregue á comunidade do Setor Leste em condições plenas de atendimento. O CRSG encaminhará, o mais rápido possível , aos órgãos competentes esta decisão. O conselheiro Renato Simões solicitou ás entidades que ainda não regularizaram suas documentações junto ao Conselho para que o façam. Nada mais havendo a tratar, eu Eurides de Jesus Domingos como Secretária, lavrei a presente ata, que após lida e aprovada, segue assinada por mim e pelo presidente.

Conselheiro de Saúde da Regional do Gama pede mais seriedade e transparencia no Conselho de Saúde

Gama-DF. , 15 de março de 2006.



Senhor Presidente, Considerando sua ausência (justificada) na reunião do Conselho Regional de Saúde ocorrida no dia 14 do corrente mês, solicito que seja retificada em ata minha justificativa quanto à minha abstenção na votação onde foi tratado da exclusão de conselheiros que deixaram de comparecer às reuniões do Conselho; eu não votei contra ou a favor da exclusão deles; eu me abstive de votar com a maioria que aceitou a “justificativa” dos mesmo a fim de pleitearem a permanência como Conselheiros. Ora, senhor Presidente, um conselheiro afirmou que não comparecia por saber que não tinha quorum e pelo fato de seu suplente estar incumbido de participar das reuniões; outro afirmou que estava viajando, mas que antes tinha consultado V.Sa. e a secretaria quanto à necessidade de justificativa por escrito, sendo informada da desnecessidade dessa formalidade; e oportunamente passa a constar que a mesma seria excluída por falta; agora entendo porque da “aceitação” da justificativa por ela apresentada, afinal ela estava coberta de razão... Quando da votação afirmei que me absteria de votar porque aquela deliberação em aceitar a permanência daqueles Conselheiros contrariava o Regimento Interno, uma vez que V. Sa. mesmo entendeu que deveriam ser excluídos por faltas. Segundo meu entendimento, a entidade que os indicou era quem deveria manifestar-se, no entanto quem falou pela entidade e se auto-justificou foram os próprios “excluídos”; V. Sa . entendeu que as “justificativas” deveriam ser aceitas com o aval da plenária. No meu entendimento está havendo complacência que abre margem para o descompromisso.Com o tempo, qualquer um poderá apresentar qualquer justificativa e ficar por isso mesmo.
Apesar de a plenária ter votado pela exclusão dos Conselheiros que representam os trabalhadores, os mesmos prosseguem participando com plenos direitos, inclusive votando. Senhor Presidente, forma ou não foram excluídos? A exclusão deles se baseava no mesmo regimento interno que determina que as deliberações da Plenária devam ser cumpridas. E como a plenária votou pela exclusão desses Conselheiros, e consta em ata, como podem continuar participando com plenos poderes?
Outra situação é com relação a novos Conselheiros, que não são do conhecimento dos demais. De acordo com o que se verifica, tem havido um entra e sai, um muda-muda e a Plenária não tem sido informada sobre a atual composição. Para o senhor ter uma idéia da desordem, na última reunião, durante o debate, uma senhora que já vem acompanhando as reuniões seguidamente, num certo momento acalorado, se manifestou no sentido de aplacar os ânimos, sem ter conhecimento do assunto no que se refere a andamentos anteriores, muito menos no que tange as normas regimentais na qual estava baseada a “conselheira” (uma das que supostamente fora excluída) que fazia uso da palavra. Pedi questão de ordem e coloquei que era prerrogativa de Coelheiro se manifestar em determinados casos, prerrogativa essa que aquela senhora não possuía. Para minha surpresa, foi-me informado que aquela senhora era membro do Conselho.
Fiquei perdido. Quando aquela senhora passou a compor o Conselho? Houve alguma apresentação dela aos demais como novo componente do Conselho? Consta em ata essa alteração? Quero Ressaltar que não se trata de perseguição, mas mais uma vez os suplentes ligados a ADEGE me deixam confuso, pois inicialmente a Conselheira Eurides era suplente do Conselheiro Luiz Maurício; depois ela passou a ser titular indicada por outra entidade que não foi apresenta aos demais conselheiros em plenária; a referida ADEGE foi levada à plenária cujos representantes seria excluídos, mas o titular da mesma afirmou que um dos motivos de sua ausência era porque seu suplente estaria incumbido de comparecer às reuniões, suplente esse que não lembro de constar sua indicação de forma pública em nossas reuniões; agora, essa senhora cujo nome desconheço é membro do CRSG. O mais grave ainda, é que o Presidente em exercício, senhor Luiz Maurício, tentou acusar-me de destratar uma pessoa com deficiência, levantando a opinião dos demais contra mim. Ora, se os Conselheiros não sabem quem são os demais membros, inclusive os novos, o conflito está estabelecido. Quando eu me manifestei sobre o direito à voz por parte daquela senhora, em nenhum instante a destratai, menosprezei ou fiz qualquer referencia à sua limitação física. Entendo que é importante a participação desse segmento, do qual eu sou um dos que labora a favor dos mesmos. O Conselheiro Luiz Maurício interpretou mal minha colocação e foi infeliz em sua avaliação. Como a tal é suplente dele e de sua instituição, ao menos como Vice-presidente, deveria insistir em tornar público à participação efetiva dela. Tomou ainda para si a liberdade de levantar suspeita sobre a entidade por mim presidida. Durante a leitura da ata da reunião anterior, consta a participação de uma pessoa chamada Fábio Alauri, supostamente representando da classe dos odontólogos. Senhor Presidente, não me lembro de alguma assembléia onde tenha sido homologado a participação dessa entidade junto ao CRSG. Existe algum documento daquele Sindicato apresentando proposta de compor o CRSG, inclusive nomeando-o titular? Quem é seu suplente? Diante do exposto, Senhor Presidente, solicito que seja retificada a ata no que se refere ao meu posicionamento em abster-me em votar quanto à permanência dos Conselheiros a serem excluídos; solicito que seja tornado público a forma como está ocorrendo às inclusões de novas entidades junto ao Conselho Regional de Saúde do Gama, que seja informado à plenária quando houver substituição de Conselheiros, sejam suplentes ou titulares; que seja o Conselheiro Luiz Maurício advertido quanto a colocações depreciativas quanto a minha pessoa. Não sou nenhum leigo no que tange ao funcionamento do Conselho de Saúde, e mereço respeito pela extensa participação e dedicação a este Conselho que conta com considerável número de outros que são igualmente veteranos e merecedor de especial respeito. Não posso aceitar ser desrespeitado por alguém que agora é que está iniciando sua participação. Em data anterior comentou publicamente que minha participação era insignificante (grifo meu), e isso foi dito numa reunião onde se tratava da exclusão de faltosos, inclusive a dele. É desnecessário citar que uma pessoa que está sendo excluída por faltar ás reuniões onde os assuntos são tratados não tem a mínima competência ou credibilidade quando deseja comentar ou acusar a participação de quem tem freqüência e participação extremamente superior á daqueles que estão sendo exonerados por ausência. Mais uma vez ele tenta me desmerecer publicamente, e isso sem fundamentação. Prosseguindo, eu não tenho conhecimento de qualquer pessoa ou Comissão que tenha recebido poderes para julgar condição de regularidade ou irregularidade das entidade que compõem o Conselho. Digo isso devido ao fato de o Presidente em exercício ter sugerido desqualificação da entidade que represento quando questionei a participação daquela senhora que soube depois ser a suplente dele. Sendo assim, desejo saber da existência de alguma Comissão ou poder especial a quem quer que seja para avaliar a legalidade de entidades representativas. Adianto que a forma de funcionamento, procedimentos e o modo de operar das entidades não é de competência do CRSG. A mim não interessa como a OOCA, SindiSaúde, AvoGAma e outros órgãos desenvolvem suas atividades. O que importa é a competência do representante da mesma junto ao CRSG. Aproveitando o meu comentário sobre a competência do representante, sugiro que seja distribuído mais cópias do Regimento Interno e outros documentos pertinentes para que os novos conselheiros tenham o mínimo de conhecimento do funcionamento do Conselho, estando á altura para colaborar, inclusive que seja discutido alguns itens do Regimento em cada reunião.
Concluindo, continuo aguardando cópia das atas das reuniões anteriores, sugerindo que seja disponibilizada copia para todos os interessados, bem como cópia da pauta da reunião a ser realizada para que ao chegarem às reuniões tenham idéia do que será tratado evitando assim certo desgaste nos debates.


Ozéas de Oliveira
Conselheiro de Saúde
CRSG


Ao Sr. Emival Renato Simões
Presidente do Conselho Regional de Saúde
Hospital Regional do Gama - DF

Wednesday, March 29, 2006

Secretário de Saúde José Geraldo Maciel visita Hospital Regional do Gama



O Hospital Regional do Gama (HRG) recebeu nesta terça-feira (13 de janeiro) a presença do secretário de Saúde do Distrito Federal, José Geraldo Maciel. Referência em tuberculose e asma, o hospital atende, diariamente, cerca de 1.600 pacientes no pronto socorro e realiza perto de 900 partos por mês. Em número de internações, o HRG supera o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), computando 2.880 autorizações de internação hospitalar, por mês. Também em relação a partos, ultrapassa todos os hospitais da rede, com uma média de 30 partos por dia.



Acompanhado do subsecretário da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), Mário Sérgio Nunes, do assessor de Gabinete da SES, Ladislau Brito, do diretor do HRG, Carlos Henrique Teófilo da Silva, e equipe composta por médicos, enfermeiros chefes de setores do HRG, o Secretário de Saúde percorreu diversas unidades e setores do hospital, onde viu de perto a demanda de pacientes, as instalações físicas, equipamentos, obras, materiais e medicamentos.

Com 38 anos servindo à população do Gama e do entorno (70% dos atendimentos), o HRG realizou em 2004, 127.272 consultas ambulatoriais e 339.716 emergenciais. Durante o ano foram realizadas, ainda, 3.027 cirurgias de emergência e 1.662 eletivas; 8.446 partos, sendo 6.174 normais e 2.272 cirúrgicos. Segundo Mário Sérgio Nunes, todo esse trabalho é resultado da dedicação e envolvimento dos funcionários do hospital. O HRG dispõe de 10 murais para a comunicação interna com pacientes e funcionários, nos quais, além de informações e orientações, são divulgadas campanhas, como a do uso do crachá e do combate ao cigarro, além das estatísticas de atendimento.



Na Farmácia do HRG, Geraldo Maciel pôde conferir o estoque de medicamentos e orientar para o controle de abastecimento mensal, para que não faltem remédios. A Farmácia adota o sistema de dose individualizada (os remédios são levados em doses individuais para as enfermarias), o que, segundo o secretário, evita em 80% o desperdício dos medicamentos.

A Unidade de Terapia Intensiva, Unidades de Internação, Pronto Socorro Adulto e Infantil, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Lavanderia, Tisiologia, Radiologia, Laboratório, Patrimônio, Almoxarifado, entre outros setores, foram visitados pelo secretário nesta tarde. Geraldo Maciel também conversou com funcionários, chefes de departamentos e pacientes, ouvindo suas solicitações e sugestões.

Ozéas de Oliveira Conselheiro de Saúde HRG-DF

http://www.saude.df.gov.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=30638

Tuesday, March 28, 2006

Falta de ventilação no deposito de paciente do Hospital do







No meu entendimento, a enfermaria onde os pacientes são internados, falta ventilação, tornando o lugar propício à proliferação de virus e outros meios facilitadores de infecção. As janelas abertas são reduzidas em relação ao espaço a ser ventilado. Alguém concorda comigo? Existe alguma coisa a ser feita?

Ozéas de Oliveira - Conselheiro de Saúde no Hospital Regional do Gama

Idosos e Deficientes : À espera de dias melhores ...

À espera de dias melhores



Tercílio Joaquim Matos, 62 anos
Acostumado a dirigir os carros da oficina mecânica onde trabalha, em Valparaíso, Tercílio Matos concluiu na manhã de quarta-feira que não pode depender do transporte coletivo. Das 7h25 às 8h17 daquele dia, nenhum ônibus que cobra R$ 1,10 pela passagem passou pelo ponto situado em frente ao posto II do Corpo de Bombeiros, na BR-040.
Tercílio precisava de um ônibus que o levasse até o Setor Sul do Gama, onde teria uma consulta dentária. Esperou sentado, durante 53 minutos. Resultado: perdeu a hora. ‘‘É difícil. As empresas só rodam com as linhas mais lucrativas. Cadê o governo para fiscalizar?’’, pergunta.
A resposta é bem simples. Não existe fiscalização. Apesar do Ministério dos Transportes ter convênios assinados com o Departamento Metropolitano de Transportes Urbanos e com a Polícia Rodoviária Federal, o acordos de cooperação ainda não saíram do papel. Ninguém fiscaliza horários e itinerários dos ônibus do Entorno. ‘‘Por escassez de pessoal, agimos somente a partir de denúncias’’, explica Márcio Mendes Soares, coordenador de Transportes Rodoviários da Secretaria de Transportes Terrestres do Ministério dos Transportes. O telefone para reclamações é 0800610300.

Sebastião Pedrozo, 73 anos
Com aposentadoria de um salário-mínimo por mês, o jardineiro Sebastião Pedrozo vive numa casinha de quatro cômodos na área central de Águas Lindas. Há 20 anos na cidade, ele tem na ponta da língua a situação do sistema de transporte público no município. ‘‘Aqui é complicado. Os ônibus andam lotados e nem sempre deixam o idoso andar de graça, como no Distrito Federal.’’
Duas vezes por semana, quando faz bicos em jardins de Taguatinga, Sebastião vive o drama de depender de ônibus. Por volta de 7h da manhã, é praticamente impossível entrar em um coletivo no ponto em frente ao supermercado Tatico. ‘‘São poucos os que param. Não adianta dar sinal.’’
O jardineiro só conseguiu pegar um ônibus depois de 13 minutos. Subiu num coletivo da viação São Vicente. Depois de mostrar a carteira de identidade ao motorista, ele entrou pela porta de trás. Não precisou pagar a passagem. ‘‘O funcionário que não levar deficiente ou idoso, nós mandamos embora’’, afirma Antônio Sobrinho de Góis, fiscal de tráfego da empresa.

Sebastião da Silva Barros, 32 anos

A família vibrou. Ele ficou empolgado. Quando o ex-ministro dos Transportes Eliseu Padilha lançou o passe livre interestadual para deficientes carentes, em maio do ano passado, a notícia foi comemorada pelos familiares de Sebastião da Silva Barros, portador de deficiência mental. Era prenúncio de dias melhores para o rapaz. ‘‘Achávamos que ele teria o mesmo benefício dos portadores de deficiência do Distrito Federal’’, diz a irmã Sandra, 37.
Quase dez meses depois, a lei ainda não saiu do papel para aquela família. Mesmo apresentando todos os documentos necessários, ele não recebeu o passe livre até hoje. ‘‘Falam para a gente aguardar. Alegam que são muitos pedidos e que deve demorar um pouco’’, fala Sandra.
Enquanto o documento não sai, Sebastião apresenta um passe de deficiente, válido nos ônibus urbanos do Distrito Federal, para tentar não pagar passagem. A maioria dos motoristas não aceita. ‘‘São poucos os que deixam eu entrar de graça’’, diz ele.
Sebastião anda diariamente de ônibus. Sai de casa, em Águas Lindas, às 7h da manhã e só volta no fim do dia. Ele faz tratamento no Hospital São Vicente de Paula, em Taguatinga, que atende pessoas com problemas mentais. Uma das tarefas é pintar panos de pratos na serigrafia do hospital.


Ozéas de Oliveira

http://www2.correioweb.com.br/cw/2002-02-25/cab_105903.htm#

Monday, March 27, 2006

ASSIM NÃO DÁ! Todo mundo vai embora e deixa o Centro de Saúde 4 do Gama do mesmo jeito?

O FHC foi embora, o Arnaldo Bernardino foi embora, o Joaquim Roriz vai embora, o Lula (vai?) embora, e nosso Centro de Saude 4 fica (do mesmo jeito FECHADO)?





Podia existir uma placa com o nome dos I responsáveis pelo fechamento deste Centro de Saúde.

Reuniões Ordinárias do Conselho Regional de Saúde do Gama - DF no ano 2006









Data Horario Local
18 de abril - 14:30hs. Auditorio Hospital Regional do Gama
16 de maio - 14:30 hs Auditorio Hospital Regional do Gama
13 de Junho - 14:30 hs Auditorio Hospital Regional do Gama
18 de julho - 14:30 hs Auditorio Hospital Regional do Gama
15 de agosto 14:30 hs Auditorio Hospital Regional do Gama
19 de setembro 14:30 hs Auditorio Hospital Regional do Gama
17 de outubro 14:30hs Auditorio Hospital Regional do Gama
14 de novembro 14:30 Auditorio Hospital Regional do Gama
19 de dezembro 14:30 hs Auditorio Hospital Regional do Gama

Descaso maior no Centro de Saúde 4 do Gama

Não dá para definir a quantidade de prontuários e outros documentos que se encontram jogados de qualquer jeito nas salas daquele Centro de Saúde.


Muitos pacientes que não encontram seus prontuários possivelmente porque estejam num dos montes abaixo.



Os prontuários estão mesmo "jogado às traças e baratas"!




O que vemos são GAEs guias de atendimento acondicionadas de qualquer jeito

Boa visão de negócio!

Pequenas empresas estão atentas a um grupo de consumidor muito especial: os deficientes visuais! De acordo com a Organização Mundial de Saúde, existem, em todo o mundo, 45 milhões de pessoas com problemas de visão.
Hoje, a sociedade tem uma maior conscientização das dificuldades de infra-estrutura vividas pelos deficientes visuais. Grandes marcas, inclusive, já colocam no mercado alimentos, cosméticos, roupas, relógios, jóias e eletrodomésticos com leitura em braile.

E empresários atentos apostam no segmento: investem na criação de produtos como bengala, máquina de escrever em braile (foto) e até equipamentos eletrônicos, com vários recursos tecnológicos, que auxiliam a visão e facilitam o trabalho de deficientes.

Friday, March 24, 2006

Rodoferroviaria: Menores de 18 anos, idosos e deficientes têm direito a entrar com um acompanhante


Segunda-feira 22 Dezembro 2003 - DFTV 1ª Edição

Confusão na Rodoferroviária

Camila Guimarães





Depois das 7h, o portão que dá acesso ao desembarque foi liberado

A partir de hoje, apenas os passageiros têm acesso à área de embarque na rodoferroviária. Para passar na roleta do embarque, é preciso mostrar o bilhete. O aviso está afixado na parede. Os fiscais coordenam a fila, mas a mudança não agradou muita gente.

Menores de 18 anos, idosos e deficientes têm direito a entrar com um acompanhante. Quem está esperando o ônibus e prefere ficar com a família até a hora do embarque, precisa aguardar do lado de fora. A proibição também vale para a área de desembarque, que está funcionando no subsolo.

A dona de casa Maria Madalena veio do Rio de Janeiro e teve que subir as escadas da Rodoferroviária carregando sete malas: "Não tinha ninguém me esperando. Tive que subir com muita bagagem sozinha”, contou. Por causa das reclamações, hoje, depois das 7h, o portão que dá acesso ao desembarque foi liberado.

De acordo com a administração da rodoferroviária, 18 mil pessoas embarcam e desembarcam nas plataformas. Somando os acompanhantes, o número pode até triplicar. Não há espaço para todo mundo, mas mesmo assim, a proibição do acesso a quem não é passageiro dividiu opiniões e causou tumulto hoje pela manhã.

O Administrador da Rodoferroviária, Antonio Moraes, explicou que a mudança foi feita para reduzir o número de pessoas nas áreas de embarque e desembarque, dando mais segurança, comodidade e rapidez no atendimento. “Toda medida educativa gera um impacto inicial. Em outras cidades do Brasil nem todo mundo tem acesso à plataforma de embarque e desembarque”, disse.

Idosos ainda não sabem a que benefícios têm direito

Gina: “... velho também tem direito de ficar mais animado, não é mesmo?”
Sábado 03 Janeiro 2004 - DFTV 1ª Edição

Estatuto do idoso

Giovana Teles



Idosos ainda não sabem a que benefícios têm direito
Agora já está valendo. Todo idoso, a partir de 65 anos, sem condições de se manter, tem assegurado um salário mínimo por mês. No caso de quem é aposentado, existem outros benefícios.

No lar dos velhinhos Maria Madalena, poucos sabiam que benefícios são esses. “A gente fica falando, mas não sabe de nada. Eles deveriam mandar uma cartinha para todos os idosos, avisando sobre os nossos direitos”, sugere a aposentada Maria Alves.

A lei determina, por exemplo, prioridade no atendimento em hospitais, bancos e nos processos em tramitação na Justiça. O estatuto quer ainda estimular a participação dos idosos na vida esportiva e cultural. Gina da Conceição diz que vai aproveitar a chance para ir ao cinema, assistir peças de teatro e até jogos de futebol pela metade do preço. Ela garante que vai se divertir e ver os jogadores de futebol de sua preferência.

Luíza, também moradora do lar dos velhinhos, ficou satisfeita em saber que não vai mais ter de comprar o remédio para pressão, que é de uso continuado. Esse tipo de medicamento não pode faltar na Rede Pública. Ela ambém se animou com a possibilidade de viajar de graça para outros estados.

O estatuto prevê o direito a dois lugares reservados a cada viagem para idosos com renda igual ou menor que dois salários mínimos, ou seja, 480 reais. A equipe de reportagem do DFTV primeira edição esteve na Rodoferroviária para ver se o estatuto está sendo cumprido.

Por enquanto, as empresas de ônibus não começaram a liberar as passagens de graça para os idosos. Dizem que ainda não há determinação alguma nesse sentido. Na agência que fiscaliza e faz cumprir a lei de transporte terrestre a informação é a mesma, e não se sabe por quanto tempo vai continuar assim.

A responsabilidade, diz Maria de Lourdes, presidente da Associação de Idosos de Taguatinga, é do artigo do estatuto que determinou que os critérios para essas passagens de graça serão determinados pelos órgãos competentes. Uma falha, na opinião dela. “Tá faltando resolver isso o mais rápido possível. O idoso não tem muito tempo. Temos que correr contra o tempo”.

No Distrito Federal, já existe uma lei que prevê passagens gratuitas para os idosos nos ônibus que circulam dentro da cidade.


Imagens: Romildo Gomes

Direito do Idoso no transporte coletivo - Uma questão de consciência


Segunda-feira 05 Janeiro 2004 - DFTV 1ª Edição




Uma questão de consciência

Camila Guimarães / Mauro Januário




Lugar garantido...
Direitos dos idosos são desrespeitados em Brasília
O direito a andar de ônibus, sem pagar passagem, os idosos já tinham conquistado no Distrito federal. Mas quem tem mais de 65 anos sabe não é tão fácil fazer cumprir a lei. De acordo com a secretária Délia Sihuary, muitas vezes os ônibus não param nos pontos, deixando o idoso para trás. Para ela, uma cópia do Estatuto deveria ser colocada nos ônibus, na tentativa de chamar a atenção dos outros passageiros.

Já em vigor, o Estatuto determina prioridade no embarque dos idosos. Para viajar de graça nos ônibus urbanos, basta apresentar qualquer documento que comprove a idade. O casal Domingos e Maria Fernandes conta que quando os ônibus param no ponto onde estão, nem sempre é possível fazer a viagem. Domingos explica que as pessoas pagam a passagem, mas não querem passar a roleta, ocupando o lugar dos idosos. Já chegou a descer do ônibus para não ir em pé. Como mora em Brazlândia, a viagem seria insuportável. A mulher dele reclama, diz que para não ir em pé, por várias vezes pagou a passagem.

Dentro do ônibus há assentos separados para idosos e deficientes. Com o Estatuto, 10% dos assentos nos ônibus urbanos têm de ser exclusivamente para idosos, ou seja, em cada carro, quatro lugares só para quem tem mais de 65 anos. E não como as placas indicam hoje: “Assento preferencial para idosos e deficientes”.

Para o presidente das empresas de transportes coletivos, Wagner Canhedo, os ônibus já estão cumprindo a lei. Não vai haver mudança alguma. E o sindicato ainda quer que o número de passagens gratuitas seja reduzido. De acordo com Canhedo, os 10% reservados aos idosos deveria ser englobado em todas as viagens. Ele disse que vai reivindicar ao Governo Distrital que limita a quantidade de viagens gratuitas, alegando que isso atrapalha quem paga.

A Secretaria de Ação Social reafirmou que o Estatuto do Idoso tem que ser respeitado. Quem se sentir prejudicado, deve acionar o Ministério Público.

Imagens: Luis Rodnei

Embarque de idosos em ônibus interestaduais de graça


Quarta-feira 14 Janeiro 2004 - Bom Dia DF

Direito garantido

Cristiane Albuquerque




Governo quer assegurar direito garantido no Estatuto do Idoso
O Ministério dos Transportes divulga na semana que vem a proposta de regulamentação para assegurar o embarque de idosos em ônibus interestaduais de graça. A Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre (ANTT) disse que não tem condições de cumprir a lei e que o Governo precisa especificar como os benefícios devem ser concedidos e o procedimento a ser adotado.

Seu Oscar nem sabia que a viagem de Brasília até Iaciara, em Goiás, poderia sair de graça. O aposentado preenche os requisitos exigidos pelo Estatuto do Idoso para não pagar a passagem ou conseguir desconto. Ele tem mais de 60 anos e recebe até dois salários mínimos por mês. Mas nos guichês das empresas, as novas regras ainda não estão valendo.

O problema é que os donos das empresas de ônibus interestaduais têm dúvidas sobre como conceder os descontos e a gratuidade. Desde que o Estatuto entrou em vigor, no começo do mês, mais de 100 empresas de todo o país foram multadas pela ANTT. No Distrito Federal, foram seis multas. Os empresários recorreram à Justiça, alegando que, sem a regulamentação da lei que até hoje não saiu, fica difícil interpretar o Estatuto. “Uma vez que o poder público definiu a legislação, regulamentou, acertou... As empresas simplesmente cumprem. Não podem elas serem aquelas a definirem normas para elas próprias cumprirem. Em se tratando de serviço público, isso é impensável”, diz José Luiz Santolin, superintendente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal (ABRATI).

A falta de regulamentação provoca outros transtornos em Brasília. No começo do mês, um motorista e um cobrador de transporte alternativo foram presos em flagrante depois de recusar o embarque de dona Anerita, de 77 anos. Mas eles foram liberados logo depois.

De acordo com uma nota divulgada pela Agencia Nacional de Transporte Terrestre, as dúvidas sobre o Estatuto do Idoso estão com os dias contados. A agencia informou que, na próxima semana, o Ministério dos Transportes vai divulgar um projeto de regulamentação que garantirá o embarque gratuito de idosos em ônibus interestaduais. Mas enquanto isso, as empresas que forem multadas vão continuar recorrendo ao Judiciário.

Pelo Estatuto do Idoso as empresas de ônibus interestaduais têm que reservar duas vagas gratuitas para idosos com mais de 60 anos e renda mensal inferior a dois salários mínimos. E existem outros benefícios garantidos no Estatuto, como por exemplo, o desconto de 50% nos ingressos para cinemas e teatros. Segundo a Casa Civil, o desconto depende de lei específica de cada estado.


Imagens: Roberval Silva

Transporte coletivo - Estatuto do idoso é ignorado


Sexta-feira 07 Maio 2004 - Bom Dia DF



Camila Guimarães




Estatuto do Idoso não é cumprido no DF
Todo ônibus é obrigado a ter cadeiras especiais para idosos e deficientes. Os assentos reservados ficam na parte da frente, antes da roleta. As empresas fixaram placas avisando que os lugares são preferenciais para pessoas com mais de 65 anos. Os idosos reclamam que as cadeiras são poucas e que a maioria dos passageiros não respeita a divisão. É fácil encontrar jovens e crianças ocupando o lugar dos mais velhos. “Eu acho uma falta de respeito. Já que nós temos o direito, devemos fazer uso”, afirma Maria da Costa, aposentada.

De acordo com o Estatuto do Idoso, os passageiros mais velhos devem ter prioridade no embarque, seja nos terminais, ou nas paradas de ônibus. Os ônibus coletivos são obrigados a reservar 10% dos assentos para eles. As cadeiras precisam ser pintadas com cor diferente e o local precisa estar sinalizado. Apesar das reclamações, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte diz que as normas exigidas estão sendo cumpridas. “Nós já estávamos adaptados ao Estatuto. Já temos quatro bancos de cor vermelha para os idosos. Se tiver mais idoso, eles terão que viajar em pé”, diz Wagner Canhedo Filho.

As empresas acreditam que a solução definitiva do problema virá com a implantação das catracas eletrônicas nos ônibus, prevista para o mês de outubro. “Quando as novas catracas estiverem instaladas, todas as gratuidades passarão pela roleta e terão o ônibus todo disponível”, acrescenta Canhedo.


Imagens: Lúcio Alves

Transporte gratuito para idosos - Agora é pra valer!


José Antônio de Azevedo, ANTT
Terça-feira 03 Agosto 2004 - Bom Dia DF


Agora é pra valer!

Fernando Freire

Em Brasília, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recebeu 12 reclamações de idosos. Segundo a agência, duas empresas de ônibus não estão cumprindo a determinação de reservar, em viagens interestaduais, duas vagas gratuitas para idosos e de conceder 50% de desconto no valor da passagem se os dois lugares gratuitos já estiverem ocupados.

As empresas que não cumprirem a lei podem ser multadas em até R$ 2.296. “Com certeza, havendo a ocorrência de uma das situações, a empresa será autuada”, afirma José Antônio de Azevedo, superintendente da ANTT.

A passagem pode ser retirada no guichê da empresa de ônibus até 30 dias antes da data de partida. Se a passagem for adquirida no dia da viagem, o idoso deve pegar o bilhete com três horas de antecedência.

Idosos conseguem passagens grautitas na Rodoferroviária


Segunda-feira 09 Agosto 2004 - Bom Dia DF

Direito garantido
Camila Guimarães


Seu José com a filha: "Assim é bom!"
Idosos conseguem passagens grautitas na Rodoferroviária
O posto da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) funciona das seis da manhã à meia-noite para fiscalizar o cumprimento do Estatuto do Idoso. No domingo, não houve nenhuma reclamação.

José Amado, de 89 anos, estava desconfiado e levou a família para ajudá-lo a retirar uma passagem para Teresina, no Piauí. Teve medo de ser discriminado. Mas ele tem o direito de escolher a poltrona no ônibus. E agora, vai viajar satisfeito. “Se for uma viagem boa, vai ficar tudo certo. E ainda tem a economia!”, comemora.

Pelo Estatuto do Idoso, os ônibus têm de oferecer duas poltronas gratuitas para os idosos que têm acima de 60 anos e ganham até dois salários mínimos. Quando acabarem essas vagas, a empresa é obrigada a dar 50% de desconto no preço da passagem para os outros idosos. Francisco Alves Nascimento, 75 anos, vai viajar com o filho para o Pará e conseguiu a passagem de graça. “É uma boa! E acho que é um direito dos idosos”, afirma.

Para ter o direito o idoso deve apresentar, além da carteira de identidade, um comprovante do valor da aposentadoria. Leonice, que recebe um salário mínimo por mês, esqueceu o boleto do banco e teve de pagar R$ 165 para voltar para o Ceará. “Eu não tenho como comprovar...”, lamenta Leonice Moreira, 65 anos.

Transporte coletivo para idosos: Crescem as reclamações dos idosos que têm direito a viajar de graça


Data : Terça-feira 10 Agosto 2004 - DFTV 1ª Edição

Uma chuva de reclamações

Camila Guimarães

Tereza Cristina

Crescem as reclamações dos idosos que têm direito a viajar de graça
Pelo Estatuto do Idoso, as empresas de ônibus interestaduais são obrigadas a oferecer duas poltronas por viagem, gratuitas. Se as vagas reservadas já estiverem ocupadas, os outros idosos pagam 50% do preço da passagem. Em caso de dúvida, os passageiros devem ligar para a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT. O telefone está disponível em todos os guichês de venda.

Para ter o direito, na hora de retirar a passagem o idoso precisa apresentar a carteira de identidade e o comprovante da aposentadoria. O número 0 800 61 0300 ajuda nesse tipo de informação. O problema é que algumas pessoas não estão conseguindo falar com a Agência.

A funcionária pública Tereza Cristina tentou ligar do celular, mas não conseguiu completar a ligação. Do telefone fixo, fez mais de 20 tentativas e só conseguiu ouviu uma mensagem gravada avisando que as linhas estão ocupadas. “Está muito difícil. Para o idoso, eu acho um desrespeito!”, afirma.

A ANTT reconhece o problema. São apenas cinco atendentes para tirar as dúvidas de idosos do Brasil inteiro. Além disso, o número de ligações aumentou muito nos últimos meses. Em janeiro, a central fez 5.700 atendimentos. Em julho, foram 10.600. A central só deve ser ampliada no próximo ano. “O horário de maior demanda é das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h00. Se a pessoa tiver dificuldade de ligar nesses horários, que procure ligar entre 12h00 e 14h00 ou entre 16h00 e 18h00”, sugere Marcos Jorge Matusevicius, ouvidor da ANTT.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres também atende pelos telefones 410-1393 a 1397. Através do site da ANTT é possível mandar mensagens. As dúvidas e reclamações são respondidas em, no máximo, 24 horas.

Idosos sem renda têm direito a um salário mínimo por mês


Quinta-feira 08 Janeiro 2004 - DFTV 1ª Edição



Reportagem




Nova conquista
Giovana Teles / Mauro Januário

Idosos sem renda têm direito a um salário mínimo por mês
O Estatuto mudou a idade mínima a partir da qual o idoso sem condições financeiras de se manter tem direito ao benefício assistencial de um salário mínimo por mês. A idade passou de 67 para 65 anos.

Dona Luiza Mendes, dona de casa, estave no posto do INSS em busca de informações. Ela acha uma boa a nova lei: "especialmente para quem não tem nada na vida", conclui.

As pessoas na mesma situação de Luiza, que querem saber as regras para conseguir o benefício, podem procurar as assistentes sociais nas agências do INSS. Elas vão explicar que o primeiro passo é preencher um formulário.

Para dar entrada no pedido são necessários os seguintes documentos: Carteira de Identidade ou Profissional; Certidão de Nascimento ou de Casamento e o CPF. Se o idoso não tiver o CPF, o INSS dá entrada no pedido do benefício e um prazo de 60 dias para apresentação do documento.

O critério considerado mais importante para saber se o idoso tem ou não o direito é a renda da família, que deve estar no formulário. Entra no cálculo quanto ganha o marido ou a mulher e os dependentes menores de 21 anos.

Para ter direito, a renda per capita por pessoa, tem de ser menor que 60 reais. Raimundo Araújo e a Mulher, Maria Araújo dizem que não possuem renda fixa."Eu não acho outra forma. Não tenho tempo de trabalho... Se tivesse pago os 35 anos de contribuição, teria uma solução. Pela idade, teria que pagar todo o atraso. Desempregado há sete anos, não tem como", lamentou Raimundo. A esposa completa: "A gente não tem recursos. Vivemos da ajuda de um filho. O dinheiro pode ser pouco, mas é melhor que esperar".

Mesmo nos casos de idosos com problema de saúde, sem condições de ir à agência do INSS, é possível fazer o pedido do benefício. Basta enviar uma pessoa com procuração. Mas o Secretário-executivo do INSS no Distrito Federal, Milton Moreno, adverte: "É preciso instituir um representante legal, que pode ser da família, ou um vizinho. Cuidado para não dar a procuração para qualquer pessoa. Mais tarde, essa pessoa pode agir de má fé, requerer e receber o benefício".

O Ministério da Previdência informou que no Distrito Federal, mil idosos serão beneficiados. A lei favorece também, os deficientes físicos e mentais sem renda. Informações sobre o programa pelo telefone 0800 78 0191.

Flagrante! Motoristas estacionam nas vagas para idosos


Segunda-feira 12 Julho 2004 - DFTV 1ª Edição

Flagrante!

Giovana Teles





Motorista estaciona na vaga para idosos
Motoristas menores de 65 anos usam vagas para idosos no estacionamento do Detran
Os estacionamentos públicos já têm 395 vagas para os idosos. Mas é difícil encontrar um carro, parado na vaga preferencial, com o adesivo indicando que o condutor tem mais de 65 anos. O desrespeito é constante.

Hoje, o flagrante foi no estacionamento da sede do Detran. São duas as vagas exclusivas para idosos. A placa é clara e também tem a marca no asfalto. Mas uma motorista desatenta nem ligou. Parou o carro numa das vagas e ainda alegou a falta de sinalização. “Não tem nada escrito na frente! Pra mim, seriam as vagas do lado direito”, justifica.

Um casal de idosos viu que a vaga deles estava ocupada e parou numa das que são exclusivas para deficientes físicos. Para o responsável pela análise das infrações, os dois motoristas erraram e teriam de pagar R$ 85 de multa. “Nesse caso, além da multa, tem a remoção do veículo. Como a vaga é regulamentada para um determinado tipo de pessoa, cada um deve ficar no seu lugar! Idoso na vaga de idoso, deficiente na de deficiente e o usuário comum deve procurar as vagas próprias para veículos particulares”, esclarece José Antônio Araújo, gerente de infrações do Detran.

O técnico também tentou explicar porque não há fiscalização no estacionamento do Detran. “A gente achava que seria um abuso, a pessoa cometer uma infração dentro de um órgão de trânsito. Reconhecendo que a falha ocorreu, nós vamos manter uma viatura fiscalizando o próprio órgão”, garante.

Transporte inadequado para pessoas com necessidades especiais


Terça-feira 17 Maio 2005 - Bom Dia DF
Fabiana Santos

Deficientes físicos sofrem para usar transportes coletivos em Brasília
Sacrifício. É o que os deficientes físicos enfrentam no Distrito Federal para usar um transporte coletivo. A capital da República não tem ônibus adaptado para eles. A cadeira de rodas não passa pela porta. Não há como entrar sozinho. Manoel Messias precisa da boa vontade dos outros para ser carregado para dentro do ônibus. “Eu me sinto envergonhado e contrariado. Muitas vezes a pessoa também fica nervosa. Você sobe no braço de um e na hora de descer, desce no braço de outro. Fica difícil!”, reclama o aposentado.

Em Vitória, Espírito Santo, a história é bem diferente. Lá existem nove vans adaptadas para os deficientes físicos e as viagens são marcadas pelo telefone. Para a presidente da Associação dos Deficientes do DF, Brasília está bem atrasada. “Com certeza! O portador de deficiência fica impossibilitado de usufruir do seu direito de ir e vir”, afirma Nilza Gomes.

Na Câmara Legislativa um projeto foi aprovado nos moldes do que existe no Espírito Santo. Mas foi vetado pelo governador Joaquim Roriz. Segundo o porta-voz do governo, é preciso que a iniciativa de um projeto como este seja do Executivo, o que significa aumento de despesas. Mas o porta-voz garante que Brasília terá o transporte adaptado. “Nós vamos pensar num projeto de lei com o mesmo teor do que foi vetado e vamos mudar essa situação de seis meses a um ano”, promete Paulo Fona.

Para o projeto sair mesmo do papel, o governo vai criar um núcleo administrativo dentro da Secretaria de Transportes. Como primeira medida, os deficientes físicos serão cadastrados e receberão uma nova carteira de identificação.

A empresa está selecionando e contratando portadores de necessidades especiais


Mercado de trabalho

Venda direta

Claudemio Costa





Filomena: revendedora de sucesso
Vendas diretas são oportunidade de trabalho. Confira!
Filomena dos Santos tem 68 anos. Há mais de 30 trabalha como revendedora de produtos de beleza. Foi a primeira mulher de Brasília a entrar no mercado de venda direta. Batendo de porta em porta conseguiu tudo que tem. Fácil ela diz que não foi, mas valeu a pena: “Dificuldade, como em todo emprego, a pessoa tem. Mas se souber trabalhar direito, acaba superando.”

Hoje, Filomena faz parte de um grupo que reúne mais de um milhão e meio de pessoas que trabalham com venda direta em todo o país. O setor está em plena expansão no Brasil. No ano passado, o crescimento foi de 27,5%. Só no primeiro semestre deste ano, o índice chegou a 22%. Está à frente do varejo tradicional e da franquia.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Venda Direta, não há limite de idade para ser revendedor. Basta seguir alguns conselhos: “As pessoas interessadas em se tornarem revendedoras autônomas, no modelo da venda direta, devem procurar empresas idôneas, de marcas conhecidas e que comercializam produtos para o bem-estar, para o lar, perfumes e cosmético. Hoje, os produtos são muito sofisticados e os ganhos atraentes”, afirma Rodolfo Guttilla.

O ganho para quem tem na venda direta a atividade principal chega a R$ 500 por mês. Filomena fatura até R$ 4 mil por mês. Mas para chegar onde chegou, ela dá a receita. “Em primeiro lugar, ser uma pessoa honesta e que não esteja devendo na praça para fazer uma ficha. Depois, ter muita vontade de trabalhar. Muitas vezes a pessoa quer trabalhar, mas não leva jeito”, observa a revendedora.

Serviço:
Na página da Associação Brasileira das Empresas de Venda Direta há muita informação sobre o assunto. Se você se interessou, visite do site oficial da Abevd.

Bom Dia DF responde e-mails:
Hoje vamos falar também sobre a carreira de ator. A sugestão é da telespectadora Aline Miranda Fernandes. Ela diz que é estudante de artes cênicas na cidade de Tatuí-SP e pede informações sobre o mercado de trabalho em Brasília. Para responder a Aline, o Bom Dia DF ouviu um ator bem sucedido. Adriano Siri, do grupo de teatro Os Melhores do Mundo. A entrevista completa você confere assistindo ao vídeo, junto com a reportagem de Claudêmio Costa. Confira!

Dicas:
Duas boas notícias para os portadores de necessidades especiais que querem entrar no mercado de trabalho. Uma empresa de plano de saúde está com vagas abertas e o SENAC oferece curso gratuito de qualificação. Anote aí:

:: Cursos SENAC:
Atendimento ao cliente, para deficientes físicos e princípios de qualidade no atendimento, para deficientes auditivos. Depois do curso, os participantes serão encaminhados para o mercado de trabalho. Os professores são surdos e ouvintes, capacitados e fluentes na língua brasileira de sinais. Informações pelo telefone 3313-8823.

:: Unimed Brasília
A empresa está selecionando e contratando portadores de necessidades especiais. É preciso ter o segundo grau completo e conhecimento em informática. Os interessados devem enviar o currículo para o seguinte endereço: CRS 505, bloco B, loja 77, subsolo ou encaminhar para o e-mail rh@unimedbrasilia.com.br. Mais informações pelo telefone 3962-3362.

Investigação - Benício Tavares pode ter desviado dinheiro da Associação de de Deficientes Físicos de Brasília


Sexta-feira 21 Outubro 2005 - DFTV 2ª Edição




Benício Tavares pode ter desviado dinheiro da Associação de de Deficientes Físicos de Brasília
O ex-presidente da Câmara Legislativa, o deputado Benício Tavares, entrou e saiu pela garagem do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, sem ser visto. O interrogatório não pôde ser gravado. Benício Tavares é acusado pela promotoria de desviar dinheiro da Associação de Deficientes Físicos de Brasília, quando era presidente, em 1991.

Segundo a denúncia, Benício teria autorizado à compra de 32 cadeiras de rodas. O Ministério Público diz que na nota fiscal, fria, constam 53 cadeiras. A diferença do valor da compra teria sido desviada, mas ainda não sabe para onde. No total, R$ 4.100 milhões, em valores atualizados.

O deputado respondeu que nada sabe sobre o desvio de dinheiro público, nem sobre a compra das cadeiras. Ele disse que, como presidente, apenas representava a entidade; porque ficava mesmo era na Câmara Legislativa. Por isso, assinava cheques em branco e deixava toda administração com quatro assessores.

Exatamente os quatro assessores que denunciaram Benício Tavares ao Ministério Público. “Se ficar provado afinal que ele foi, no mínimo, negligente, só isso não pode se levado a uma condenação”, explica Fernando Valente, procurador de Justiça no DF.

O que pode acontecer nesse caso é uma outra ação, cível e não penal, para que ele devolva o dinheiro a Associação. E tem mais, está marcado para o dia 9 de novembro, o primeiro depoimento do deputado Benício Tavares em outro processo, em quem ele é acusado de participar de turismo sexual, no Amazonas, com envolvimento de menores.


http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20051021-117820,00.html

Falta de rampas dificulta vida de deficientes físicos


Quarta-feira 22 Junho 2005 - Bom Dia DF
Dificuldade - Tatiana Flores


Falta de rampas dificulta vida de deficientes físicos
A dificuldade começa na saída do bloco onde Vinícius Tavares mora, na 308 Norte.O pai ajuda a descer a cadeira de rodas, passa pelo primeiro degrau. O problema maior vem depois. É preciso pedir ajuda ao porteiro para descer as escadas. Até chegar ao carro, mais um degrau o da calçada. O mesmo esforço é feito na volta. Em média, esse trajeto, é feito quatro vezes ao dia. “Além dos degraus não há espaço para a cadeira passar sozinha, há necessidade de ter uma pessoa para segurá-la. Não tem como um subir ou descer sozinho”, lamenta o estudante Vinícius Tavares.

A única rampa do prédio não foi feita para deficientes físicos, mas para carrinhos de supermercado. Ela é muito estreita e não tem corrimão, mas o jeito é usá-la de vez em quando.
Há um ano, o pai de Vinícius tenta uma autorização para construir uma rampa de concreto no prédio. Até agora o projeto não foi aprovado. Segundo a administração, a obra vai contra o tombamento da cidade. “O tombamento não pode restringir uma lei maior. A Constituição dá o direito de acesso aos portadores de deficiência”, argumenta Luís Antônio Tavares, pai de Vinícius.

A administração autorizou apenas a colocação de uma rampa móvel, que custa R$ 6 mil, e este dinheiro deverá ser pago pelos próprios moradores. “Os moradores estão sensibilizados. Mas nós gostaríamos que fosse aprovada a construção de uma rampa definitiva”, afirma o funcionário público, José Carlos de Carvalho.

Vinícius não entende porque o edifício em frente ao seu tem várias rampas para portadores de deficiência. “Muitos prédios têm construído, por conta, as rampas em função da dificuldade da aprovação destes projetos na Administração”, afirma a arquiteta, Ione Pereira.

A vida do eleitor deficiente físico



Sexta-feira, 30 de Agosto de 2002

Eleição especial






A última "história do voto" mostra como é a vida do eleitor deficiente físico. Para facilitar, as 406 mil urnas eletrônicas espalhadas pelo país têm o alfabeto braile.

Não é porque o eleitor não vê que ele não sabe escolher o melhor candidato. Não é porque tem dificuldade de andar, que deixa de exercitar o direito do voto. A quinta reportagem da série "Histórias do Voto" foi preparada pela repórter Maria Paula Carvalho e mostra como os deficientes físicos estão empenhados em votar certo.

O glaucoma, que tirou a visão de Carlos Augusto há sete anos, não impede que ele enxergue problemas que quer ver resolvidos. “Primeira solução, tentar dar dignidade à uma camada muito grande da população, que tá fora de qualquer tipo de possibilidade para ter cidadania, dignidade como ser humano, problema da distribuição de renda”, pondera Carlos Augusto Pereira, funcionário público.


Desejos que serão levados em conta na hora de digitar os números dos seis candidatos escolhidos. Para tornar esta tarefa mais fácil, as 406 mil urnas eletrônicas espalhadas pelo país têm o alfabeto braile. Algumas dispõe também de um programa de áudio que orienta o deficiente visual.


Mas este exercício de cidadania começa, bem antes do dia 06 de outubro. “Tem que assistir um programa político, tem que assistir um debate, ela tem que procurar se informar. Porque tem gente que vai votar e nem sabe porque tá votando”, aconselha Elane Cristina Malaquias, estudante.


Pode parecer estranho, mas o conselho para "assistir" à propaganda eleitoral vem de quem nada vê além da escuridão. Neste grupo, todos são deficientes visuais. Parte de um contingente de dois milhões de eleitores que não vêem os candidatos, e nem por isso deixam de conhecê-los.


"Se ele fala gaguejando demais ou ele não sabe o que está falando ou ele simplesmente está mentindo sobre o que está falando”, aponta Evanoilson Simão de Mello, estudante. E até o ouvido mais atento pode cair nas armadilhas do convencimento.


“Da mesma forma que as pessoas se encantam e se seduzem pela beleza física, pelo porte, a gente também se encanta pela voz pela forma de falar, o que as vezes escamoteia a realidade que ele quer dizer”, explica Victor Alberto Silva Marques, professor.


Então, para depositar confiança na pessoa certa, melhor mesmo é prestar atenção ao conteúdo, a cada palavra que forma um programa de governo. “Coisas que eu imagino que sejam exequíveis, né, se eu ver que você consegue realizar aí tem o meu apoio, agora se eu ver que é uma coisa assim meio fantasiosa já é um passo para o cara perder o meu voto”, afirma Francisco Rocha, estudante.


Facilitar o acesso dos deficientes às urnas é uma das preocupações da Justiça Eleitoral. Para não reuni-los num local específico, prática que considera discriminatória, o TRE do Rio fez um levantamento entre os 11 mil eleitores deficientes do estado. Eles foram redistribuídos dentro das próprias zonas eleitorais onde já estavam cadastrados, só que agora vão votar nas seções onde existam rampas de acesso e o menor número possível de eleitores.


Foi um passo importante para Roberto Quintanilha, que perdeu parte dos movimentos das pernas depois de ser atingido por um tiro. Na última eleição não votou. Enfrentava o tratamento que incluiu duas cirurgias e muita fisioterapia. Os médicos disseram que ele nunca voltaria a andar. Hoje, com a mesma confiança com que abandonou a cadeira de rodas, quer mudar o lugar onde vive por meio do voto.


“Você tem que acreditar , você tem que ter esperança que este mundo, este país, esta cidade a nossa situação pode melhorar então isso que me move a ir lá”, diz Roberto Quintanilha, estudante.

Pela primeira vez, o IBGE trouxe informações sobre os deficientes físicos brasileiros: 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população ...



Quarta-feira, 08 de Maio de 2002

Um novo Brasil






O IBGE divulga o perfil ampliado da família, da renda, da educação, da saúde e da fé do brasileiro, baseado no Censo 2000. Em 10 anos, houve conquistas importantes, mas muito deixou de ser feito

Um novo retrato do Brasil. O IBGE divulgou hoje o perfil ampliado da família, da renda, da educação, da saúde e da fé do brasileiro. Os números trazem surpresas. Em dez anos houve conquistas importantes. E muito que deixou de ser feito. A reportagem é de Monalisa Perrone.

O censo inovou. Pela primeira vez, o IBGE trouxe informações sobre os deficientes físicos brasileiros: 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população declararam que têm algum tipo de incapacidade. O maior índice é de deficientes visuais: 48,1%.


“Você tem de ter essa amostragem pra que de fato nós possamos promover realmente programas, metas , aberturas de vagas, né?”, indaga Ana Cristina Zenun, professora. Casar no papel está mesmo ficando fora de moda. De 91 para cá, as uniões legais caíram de 57,8% para 50,1%.


E os casamentos informais aumentaram de 18,3% para 28,3%. Entre as religiões, a católica ainda tem a maioria absoluta, mas o índice de fiéis caiu de 83,8% para 73,8%. A religião que mais cresceu foi a Evangélica. O percentual subiu de 9% para 15,4%.


Em quase 10 anos, o Brasil conseguiu avanços no combate à mortalidade infantil e ultrapassou o nível recomendado pelas Nações Unidas. O número de crianças que morreram antes de completar um ano caiu de 48 para 29 em cada grupo de mil bebês. Segundo o IBGE, uma redução de quase 38%.


Para o consumo, foi uma década de bons negócios. A televisão já está presente em 87% dos lares. Geladeira e freezer em 83,25%. O vídeo cassete, em 35,3% e a máquina de lavar roupa em 33,1% das casas. O computador, que ainda pode ser considerado uma novidade para boa parte da população, já está em 14,6% das residências.


Mas a grande melhoria aconteceu na educação. A freqüência escolar aumentou: 94,9% das crianças entre 7 e 14 anos estão na sala de aula. É um índice que se aproxima da média dos países desenvolvidos. E o número de analfabetos diminuiu. Só que continua alto: 17 milhões e 600 mil pessoas acima dos dez anos não sabem ler e escrever.

É difícil cumprir a lei a respeito do deficiente físico

(leia a materia sobre o flautista)
Segunda-feira, 03 de Setembro de 2001





Que garante emprego para deficientes nas empresas; poucos têm preparo

O Brasil já tentou criar cotas de empregos para deficientes físicos. Existe até uma lei federal que garante as vagas. Mas as empresas dizem que está difícil cumprir a lei.

Edson queria ser advogado, mas hoje vende bala na rua. Quando era criança, ficou paraplégico num acidente de carro e conseguiu estudar apenas até a quarta série do ensino fundamental. “As escolas não eram adaptadas, eram longe, em subida, não pude estudar”, revela ele.


A dificuldade para estudar em escolas sem infra-estrutura adequada é uma realidade vivida pela maioria dos brasileiros deficientes como Edson. Para dar a eles uma chance no mercado de trabalho, uma lei prevê que toda a empresa com ate 200 funcionários tem de reservar 2% das vagas para deficientes; entre 200 e 500 funcionários, 3%; de 500 a mil, 4% e daí em diante, 5%.


Mas até agora poucas empresas conseguiram pôr em prática o que está no papel. Alegam que têm dificuldades de encontrar deficientes com diplomas de ensino médio e fundamental exigidos para a maioria dos cargos. “O mercado de trabalho está mais aberto, mas muitas das vezes nós não temos o pessoal, a pessoa qualificada para ocupar a vaga”, revela Patrícia Garcia, psicóloga da assoc. dos paraplégicos de Uberlândia.


A associação de paraplégicos de Uberlândia criou um banco de emprego para os portadores de deficiência física. Os funcionários passam o dia à procura de vagas nas empresas. Há um ano, 200 candidatos se inscreveram, mas só 75 estão trabalhando. Esta central de telemarketing em Uberlândia só contratou 20% do que pretendia.


“Hoje nós temos cerca de 40 associados, talentos humanos do nosso quadro, mas a gente gostaria de ter, 200, 300, 400, porque nós temos serviço para todos”, afirma Divino de Souza, diretor da empresa.

Lutando contra o preconceito (e lucrando)


Sexta-feira, 01 de Dezembro de 2000








Dezesseis milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência física, sensorial ou mental. Desse total, 9 milhões estão em idade de trabalhar. Apenas duzentos mil trabalham com carteira assinada. O repórter Rodrigo Vianna mostra que nas principais capitais do país, muitas empresas estão enfrentando o preconceito - e lucrando.

Ninguém melhor do que eles para saber trabalhar na escuridão. Há 20 anos, Nélson e Salvador revelam imagens que não enxergam, mas que ajudam a salvar vidas. Nélson, por ser cego, diz que “tem mais habilidade para trabalhar no escuro”.

Os dois trabalham com radiografias no hospital Beneficiência Portuguesa - administrado por um dos maiores empresários do país, Antonio Ermírio de Moraes que diz que "se começar, cada empresa contrata um, dois, a reação em cadeia é muito grande".


Mas ainda há muita dificuldade.


O Renato Laurenti, pesquisador, diz que "o mercado de trabalho ainda está muito restrito, porque parece que as pessoas têm medo, acham que deficiente vai dar trabalho", porém, ele continua, está se começando a quebrar tabus...”(a pessoa ) pode não estar andando, pode não estar caminhando...mas a cabeça continua ativa".


Renato ficou sem trabalhar durante 16 anos. Desde que um acidente de carro o levou para a cadeira de rodas.


A amiga, dona de uma pequena empresa, percebeu o tamanho do desperdício. A empresária Elisa Campos diz que "a gente fez um acordo no começo, pra ver se ia dar certo...e deu!"


Renato abastece um banco de dados sobre educação e faz reportagens para um site na internet. A tecnologia permitiu trazê-lo de volta ao mundo da produção.


No caso de Róbson não foi preciso tanto. Bastou um convênio entre a Associação de apoio aos deficientes mentais e o supermercado que o contratou.


Robson é um caso muito raro. Dos 9 milhões de deficientes em idade de trabalhar no Brasil, só 2% conseguem emprego assim, com carteira assinada e tudo. A grande maioria depende de ajuda ou faz bicos pra sobreviver. Quem estuda o assunto diz que não precisaria ser assim.


Em países como Japão, Estados Unidos e Alemanha, mais de 30% dos deficientes físicos e mentais estão trabalhando.


No Brasil, a lei estabelece que empresas com mais de 100 funcionários têm que reservar de 2 a 5% das vagas para deficientes.


Mas a maioria não cumpre a regra.


Essa gerente de uma agência de empregos diz que os empresários não sabem o que estão perdendo. Luiza de Paula, gerente de projetos sociais, diz que "quando recebem oportunidade de emprego, eles têm força de vontade maior do que qualquer outra pessoa.”


O professor José Pastore, especializado em relações do trabalho, estudou o assunto durante três anos e diz que

"o mundo vai conhecer a almas dos portadores de deficiência com grande surpresa. Vai ver que eles podem dar grande resultado, inclusive do ponto de vista econômico.”

Thursday, March 23, 2006

Opinião do Leitor

Pacientes sofrem no Hospital Regional do Gama - publicado por Ozéas de Oliveira - Conselheiro de Saúde no HRG


Além da doença, comunidade tem que enfrentar a falta de médicos

O diretor da Regional de Saúde do DF, Carlos Henrique Teófilo, enviou à Secretaria de Saúde, no último dia 19, o pedido de exoneração do cargo. “Não vejo saída para resolver os problemas do Hospital Regional do Gama (HRG) e, como não dá para conviver eticamente com a situação, prefiro entregar o cargo”, afirma. Segundo Teófilo, o remanejamento de médicos para outros programas de saúde é a principal causa da redução do corpo clínico no hospital. “A única saída seria a contratação de pessoal, mas como não vejo isso acontecendo, vai ficar difícil. Os médicos que ficaram estão esgotados”, diz.
Teófilo lembra que o HRG atende, além dos moradores do próprio Gama, a população do Recanto das Emas, Santa Maria e 22 cidades do Entorno, sendo três de Minas Gerais e 19 de Goiás. “É o único hospital do cone sul do DF e a demanda vai além capacidade de atendimento”, afirma. Em nota, a Secretaria de Saúde afirma que o secretário José Geraldo Maciel já recebeu a carta de exoneração de Teófilo e que “que oportunamente conversará com o diretor demissionário”.
A Tribuna do Brasil já havia recebido, na terça-feira, uma denúncia de que a falta de médicos no HRG revolta os pacientes, que são obrigados a esperar por horas o atendimento. Na quarta-feira, uma equipe de reportagem passou o período da manhã no Pronto Socorro do hospital e constatou a lentidão no atendimento e o desconforto na longa espera por uma consulta. Às 10h, já se observava que dezenas de pessoas estavam em pé esperando serem chamadas pelo funcionário que controlava a entrada para o corredor onde ficam os consultórios. De 30 em 30 minutos, aproximadamente, alguns nomes eram chamados e novamente a porta se fechava. No corredor, a espera continuava e, se no hall de entrada já havia poucos bancos para acomodar os pacientes, lá o número de bancos era menor ainda.
No balcão de triagem do hospital, os pacientes preenchem uma ficha que indica a especialidade médica pela qual procuram. O procedimento é rápido e em poucos minutos a ficha já chega às mãos do funcionário responsável por chamar os pacientes pela ordem de chegada. Segundo informações de funcionários do hospital, ontem, havia na emergência três médicos ortopedistas, um cardiologista, um pediatra e um clínico geral, sendo que, no horário de almoço, o corpo clínico ficou ainda mais reduzido. Segundo um funcionário, identificado apenas como Cláudio, na terça-feira não havia nenhum clínico no hospital e por isso muitos pacientes precisaram voltar para casa sem atendimento.
Ainda por meio de nota, Maciel esclarece que “em 2005 a Secretaria realizou concurso público para a contratação de 825 novos médicos, dos quais neste início de 2006 já foram chamados 394 nas diversas especialidades”. O secretário informa, ainda, que no caso de, clínicos gerais, ginecologistas e pediatras, a prioridade é dos centros de saúde, já que “80% dos casos apresentados pelos pacientes que procuram os hospitais podem ser resolvidos nos centros desde que estes ofereçam as três especialidades”. Depois de se completarem os quadros dos centros, os médicos serão distribuídos nos hospitais.

Horas na fila da emergência

O pintor de paredes Hélio Alves, 50 anos, acompanhava a esposa Janizete, 48 anos, que tem diabetes e ainda sofre de pressão alta. “Estamos esperando desde às 7h e já são 12h e nada. Quando não tem médico, em vez de os funcionários avisarem o pessoal, eles ficam dando esperança e dizendo que o médico já vai chegar”, conta Hélio. Quando questionado por alguns pacientes sobre a previsão de atendimento, Cláudio disse que não poderia fazer idéia porque tinha paciente esperando desde às 6h e que ainda não tinha sido atendido. A essa altura, já passava das 11h, e enquanto as horas iam passando o hall de entrada do Pronto Socorro ficava cada vez mais cheio. Para conseguir um banco para sentar era preciso muita agilidade para, quando alguém se levantasse, correr para não perder o lugar.
Enquanto a diarista Eunice da Silva, 48 anos, estava há três horas sentindo tonturas, dores pelo corpo e cansaço por causa de uma anemia, uma outra paciente, que não quis se identificar, tentava fazer com que o funcionário responsável por chamar os pacientes para o atendimento passasse a sua ficha para frente. “Acho que ele vai me ajudar porque conhece a minha irmã”, conta a paciente. O funcionário pediu para ela esperar e não deixou claro que iria atender o seu pedido. “O povo fica largado aqui no hospital e se alguém morrer esperando, ninguém nem vai perceber”, diz Eunice. O vigilante Francisco Gomes, que também esperava atendimento, desabafa: “Cachorro de madame é tratado melhor do que a gente”.

Deficiente visual é professor de música



Cego desde menino, no interior de Goiás, morador do Gama virou músico, fabrica flautas de taboca e quer viver da própria arte. Além de dar aulas, ele pretende vender os instrumentos que confecciona

Aos 7 anos de idade, uma brincadeira tirou o brilho dos olhos do menino. Por chamar um homem de barbeiro – o moço era conhecido na cidade como mau motorista, tinha derrubado muros e, por isso, foi apelidado como tal –, o menino levou do rapaz, então com 21 anos, “o barbeiro”, uma pedrada no olho esquerdo. Naquela hora, perdeu a visão. Ainda tentou vir para Brasília, mas a viagem, da distante São Domingos, em Goiás, até aqui, demorou sete dias. Era 1974.

No Hospital de Base, não havia mais o que fazer. Uma infecção, que tempos depois atrofiaria todo o nervo ótico, impediu qualquer procedimento. O menino perdera a visão do olho esquerdo. Aos 7 anos, ele chorou pela primeira vez. E foi um choro de dor. Um lamento profundo.

Mas o pior ainda estava por vir. Aos poucos, a visão do olho direito também começou a ser afetada. A cada dia o menino enxergava menos. Aos 10 anos, veio a cegueira de vez. A luz nunca mais entrou pela sua retina. Uma pedrada, de um homem impaciente e despreparado para aceitar brincadeiras, interrompeu e alterou para sempre todos os sonhos do menino. Ele chorou pela segunda vez. E novamente foi um choro de dor e desalento. “A última coisa que lembro ter enxergado foi o rio da minha cidade, onde brincava. Isso ficou na minha memória. Quando quero me lembrar da infância, é essa imagem que guardei”, conta, emocionado, Jorge Luís Gonçalves da Silva, hoje um homem de 38 anos.

Aos 10 anos de idade, com cegueira total e irreversível, o menino se deparou com a depressão. Ele nem sabia que a doença tinha esse nome. Tampouco a família. “Era uma tristeza profunda. Perdi a graça pela vida. Só chorava. O meu sonho era ir para a escola, mas cego não poderia mais. E eu já sabia ler e escrever. Tinha aprendido sozinho.”

A família do menino resolveu mandá-lo para Brasília. Aqui, aos 13 anos, ele foi matriculado numa escola especial para cegos. Aprendeu braile. Surpreendeu-se com tanta descoberta. Logo, foi matriculado numa escola de ensino regular. Aprendia as coisas rapidamente. O menino crescia. Para amenizar a solidão, interessou-se por música. Aprendeu, sozinho, a tocar violão. Depois, flauta. Os dias ficaram menos sombrios. A solidão, menos pesada.

Mas ele precisava sobreviver. As aulas de violão que dava não lhe garantiriam a sobrevivência. Estudou. Prestou concurso para atendente de telecomunicação. Um dia, com, emprego fixo, casou-se. Teve três filhos com a namorada que conheceu nas aulas de violão. Ela era aluna dele. Estão juntos há 12 anos. “Ele é o orgulho da nossa família. Me ajuda muito na criação dos nossos filhos”, elogia a mulher, Jacinta Gonçalves, de 36 anos.

Novos rumos
Há oito anos, aconteceu uma reviravolta na vida de Jorge. Uma depressão o levou a deixar o emprego. Foi aposentado, aos 30 anos, por invalidez. A família, agora mulher e três filhos, e a música salvaram o rapaz. Para ocupar-se, ajudava nas tarefas de casa e nos deveres escolares das crianças. E tocava violão e flauta. “A música me acalma e me fascina” diz.

Um dia, Jorge teve uma idéia. Por que não fazer um som mais suave, mais aveludado que aquele da flauta doce? Foi até sua cidade natal, São Domingos, e voltou ao tempo de infância. Lembrou-se de que tocava, quando menino, em flauta feita de bambu. Tudo era muito artesanal, mas funcionava. Lembrou-se até do timbre, que havia ficado na sua memória.

Na fazenda de um tio nas redondezas de São Domingos, Jorge foi atrás de bambu nativo (conhecido na região como taboca). Trouxe, com ajuda da mulher e dos filhos, vários bambus. Em casa, num verdadeiro trabalho comunitário, cerrou, lixou, cortou, envernizou, decorou-o com uma massa especial, fazendo arte, e afinou-o no ouvido. Nem as mãos sangrando em decorrência dos calos lhe tiraram a alegria. O bambu virou um belo instrumento de sopro. E o som que sai dele é limpo, suave.

Em dois anos, Jorge já fabricou, na sua casa, mais de 100 flautas. Cada uma de uma forma, com um detalhe diferente. E toda vez que uma fica pronta – o que leva entre quatro e cinco dias – a família comemora. Egla, de 10 anos, a filha mais velha, acha o pai sensacional. É seu ídolo: “Ele é uma pessoa muito inteligente.” Haylla, 8, é sua companheira nas andanças. Leva-o para passear e aos compromissos. Michael, 5, o caçula, adora ouvir a música que sai daquele instrumento que ele também ajudou a fazer. Jacinta, que arruma a casa, cozinha e cuida de todos, é só alegria: “Tudo que ele faz é bem feito. No violão, não tem melhor”.

Obra patenteada
E Jorge toca. Deixa a emoção invadir sua mente. Canta Luar do Sertão. Embala os filhos com músicas sacras. Naquele barraco humilde de cimento queimado onde mora, no Gama, a poesia se fez hóspede. Até a vizinhança gosta da música que vem daquela casa. “É isso que me cura da depressão e dos momentos de tristeza”, reconhece.

A idéia agora é, para ajudar no sustento da família, vender as flautas. “As pessoas gostam, acham originais e diferentes”, diz. E ele está empolgado com a possibilidade de viver da arte que nasce do bambu. “Gostaria muito de patentear esse invento, mas não tenho dinheiro para isso. É muito caro”, desola-se. E atesta: “Existem flautas de bambu, mas iguais a essas, como esses detalhes que criei, nunca ‘vi’”, comenta, envaidecido.

Enquanto não patenteia sua obra, Jorge sonha. Acredita que o mundo pode ser melhor. Não guarda mágoa do homem que lhe atirou a pedra no olho e mudou sua vida para sempre. “Ele mora na mesma cidade, mas nunca teve coragem de falar comigo. Perdoei ele do fundo do meu coração.” Se pudesse voltar a enxergar por um minuto, o homem que confecciona flautas de bambu e produz música para alimentar a alma teria apenas um desejo: “Ver o rosto da minha mulher e dos meus três filhos”. Em seguida, emenda: “Mas eu conheço todos eles pelo tato e pela alma. Sei como é cada um deles. A cegueira me fez desenvolver a sensibilidade. Sou capaz de ‘ver’ a sinceridade de uma pessoa apenas pela voz”.

Naquela casa humilde no Gama, um homem cego encontrou na música o alívio para o sofrimento. Foi ao fundo do poço. Quis desistir da vida ainda menino. Para curar-se da depressão, adulto, inventou um instrumento. De bambu, num sopro, nasceu a música. Ela enche os pulmões. Atiça o coração. Emociona quem ouve. Jorge pode até não enxergar, mas sua vida, como mágica, foi invadida por um luz que está além da retina. Nem a perversa escuridão foi capaz de alterar o rumo dessa história.

SOM ARTESANAL
Jorge leva, em média, quatro a cinco dias para confeccionar uma flauta de bambu. Toda a família participa da criação. O instrumento é fabricado na própria casa onde mora. Contatos pelos telefones 3484-0085 e 8474-4545. Jorge também dá aulas de violão.

Wednesday, March 22, 2006

"Acho um descaso!" Denunciam possuidores de necessidades especiais



Inacessível

Leonardo Ribbeiro / Wilson de Souza
Data : Terça-feira 21 Março 2006 - Bom Dia DF




Abimael: "Acho um descaso!"
Deficientes físicos enfrentam dificuldades nas ruas de Brasília
Calçadas sem rampa de acesso e com desnível. Basta dar uma volta pelas entrequadras do Plano Piloto para perceber a falta de adaptação para deficientes físicos. “Não tem rampa. Na hora de subir, o jeito é usar a força bruta”, reclama o cadeirante Abimael Martins dos Santos.

Na 204 Sul, a única forma encontrada por Abimael para chegar até as lojas foi uma passagem da faixa de pedestres. Mesmo assim, ele precisou disputar espaço com os carros.

Maria do Socorro de Lira passa pelas entrequadras todos os dias. A principal dificuldade é entrar no comércio. As lojas não estão adaptadas. Para entrar é preciso pedir ajuda. “A altura do piso impede a passagem. Será que nós, cadeirantes, não temos o direito de entrar numa loja, comprar uma roupa, escolher, provar?”, questiona a dona de casa.

Em Brasília, de acordo com o GDF, mais de cem mil metros de calçadas precisam ser construídos e outros cem precisam ser adaptados. Segundo o administrador da cidade, o novo calçamento já está sendo feito, seguindo as normas de acessibilidade. Já a parte antiga... “Quando nós terminarmos o trabalho de recuperação e implantação das novas calçadas, vamos passar para as antigas. Essa parte será mais fácil, já que o dispêndio é menor”, explica Clayton Aguiar.

http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060321-156356,00.html

Tuesday, March 21, 2006

Mario Sergio Nunes, Secretário-adjunto de Saude, recebe título de cidadão honorário





O Secretário Adjunto de Saúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Mário Sérgio Nunes recebeu nesta segunda-feira (11), à tarde, na Câmara Legislativa, o título de Cidadão Honorário de Brasília. A iniciativa de homenagear Mário Sérgio foi do presidente da Câmara Legislativa, Fábio Barcelos.



Formado pela Universidade de Medicina de Vitória, no Espírito Santo, Mário Sérgio Nunes começou na SES/DF em 1982, pelo Centro de Saúde 01, do Gama. Foi chefe da Unidade de Tisiologia e diretor do Hospital Regional do Gama, onde trabalhou por 18 anos. Em 2002 assumiu a Subsecretaria de Atenção à Saúde e a partir de março deste ano, foi convidado pelo secretário de Saúde, José Geraldo Maciel, para ser o secretário Adjunto da SES/DF.



O Secretário de Saúde disse que conheceu Mário Sérgio quando ele ainda era diretor do HRG e desde aquele tempo vem acompanhando seus passos. "Dou testemunho pessoal da competência do Mário Sérgio, razão pela qual, não pestanejei em colocá-lo como meu adjunto na Secretaria de Saúde. Precisava de um profissional que fosse competente e querido por todos os profissionais de saúde. Honra-me e tranqüiliza-me ter Mário Sérgio ao meu lado", ressaltou José Geraldo Maciel.






Presidindo a sessão solene de outorga do título de cidadão honorário, o deputado Wilson Lima justificou a ausência do presidente da Câmara Legislativa Fábio Barcelos, que está à frente do Governo do DF e não pode comparecer, mas que ele se sentiu extremamente satisfeito por ver que Mário Sérgio é merecedor dessa homenagem, que é a mais elevada comenda do Distrito Federal.



Mário Sérgio Nunes recebeu o diploma e o boton de cidadão honorário de Brasília das mãos do secretário de Saúde, José Geraldo Maciel, do diretor do Hospital das Forças Armadas, general de brigada, Milton Braz Pagani e do primeiro-secretário da Câmara Legislativa, deputado Wilson Lima.



Contente por receber o título, Mário Sérgio Nunes diz que sente orgulho por ter trabalhado no CS 01 e HRG, quando fez muitas amizades. "Há 23 anos, quando cheguei aqui e fui para o Gama, comecei a construir amizades sólidas e encontrei solidariedade. Sofro quando alguém fala mal de algum hospital, porque por trás, tem um conjunto de pessoas maravilhosas, profissionais competentes, e, se hoje estou aqui, devo aos amigos", destacou.



Estiveram presentes ao evento o Secretário de Vigilância à Saúde, Elias Araújo Tavares, o diretor do Departamento de Recursos Humanos, Milton Menezes, diretores das Regionais de Saúde da SES, o senador Paulo Otávio, diretores de departamentos da Secretaria de Saúde, entre outros.

O suposto motivo que "justificou" o fechamento e demolicao do Centro de Saúde 4 do Gama




Parece que tem gente preocupado no sentido de ocultar o interior do Centro de Saúde 4.
O que será

Novo Centro de Saúde 4 ou engodo politico...





Estranho, muito estranho. Nesta placa não consta valor da obra nem previsão de entrega da obra. Será que vai se concluida antes das eleiçoes ou vai imperrar e ficar sem conclusão....

Esta é a planta do posto



Está sendo divulgado que um novo Centro de Saúde está sendo construído para substituir o antigo Centro de Saúde 4. Mas o que está sendo construído é um posto para abrigar o PSF.

Quanto ao antigo Centro de Saude, cujo maior sonho dos comerciantes é vë-lo demolido - a comunidade insiste em que a demolicão só ocorra quando verdadeiramente o outro for construido, equipado e entreque em pleno funcionamento. Será um prazer demolir o antigo. Mas nessa condição. Ozéas de Oliveira

Friday, March 17, 2006

Ozéas de Oliveira vem denunciando:"O transporte para crianças especiais está do jeito que eu fale...


No Centro Educacional Especial, na 612 Sul, 250 crianças precisam de muita atenção. Em alguns casos, a dedicação é tanta que o professor atende apenas um aluno. Por isso, são 130 professores. “Como são alunos de necessidades especiais eles requerem um tratamento especializado por parte dos professores e da comunidade”, fala o professor Evângelo Franco.

A escola tem estrutura para cuidar de crianças com várias deficiências. Por ser uma referência, pais de cidades satélites e do Entorno procuram o centro. Eles querem dar a melhor educação para os filhos. E a única queixa não está dentro da escola: é como chegar aqui.

A maioria das mães vem com os filhos de ônibus e espera a aula acabar do lado de fora do colégio. Uma sala, sem nenhum conforto foi improvisada. Lucileide mora em São Sebastião e tem de acordar às 5h para trazer o filho, com deficiência mental e visual. “Não tem como eu deixar ele sozinho e nem desistir da escola. Ele depende de mim para tudo, então não tem outro jeito”, diz Lucileide Silva.

A dona de casa Vânia Fernandes mora em Itapuã, onde também não passa o transporte escolar. Como não consegue carregar a filha e a cadeira de rodas dentro do ônibus, ela deixa a cadeira no colégio e carrega a filha até em casa. “A dificuldade é só subir no ônibus com ela, principalmente quando está cheio. Ando com ela no colo”, conta Vânia.
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