Thursday, September 04, 2008

Hospital Regional do Gama destaca-se em atendimento a crianças especiais

Estimulação precoce mostra resultados surpreendentes

Programa implantado no Hospital Regional do Gama há quatro meses ajuda na recuperação de crianças com problemas de locomoção.

A terapia funciona em uma sala pequena, mas suficiente para receber as crianças e os pais. O tratamento, que parece uma brincadeira, é feito duas vezes por semana. Mariana, de seis meses, não sustentava a cabeça nem apoiava as mãozinhas e os pés no chão. Uma intolerância à lactose provocou atraso no desenvolvimento ósseo.

Mesmo assim, em menos de dois meses de estimulação precoce ela já brinca sozinha e está quase engatinhando. “Foi muito rápido. Em um mês a gente já tinha notado que tinha melhorado bastante. Agora ela já está em outra fase. Estamos tentando colocá-la para sentar”, conta a dona-de-casa Elizângela Lima, mãe de Mariana.

Lara Natália Costa vai ter alta hoje. O tratamento agora vai ser a prática de exercícios, como a natação. A menina de 4 anos tinha dificuldade para andar e caia bastante. “Ela era muito mole, tinha dificuldade de andar. Ela tinha dificuldade para fazer tudo que a doutora pedia. Hoje ela cai menos. Para mim melhorou 80%”, revela a avó da criança, Maria Edileuza Cunha.

A estimulação precoce funciona na fisioterapia do Hospital Regional do Gama (HRG) há quatro meses, com apenas uma terapeuta ocupacional. Ela cuida de crianças com atraso no desenvolvimento motor e psicológico. Quanto mais cedo começar o tratamento, melhor.

“Tem que ser o mais precoce possível. É mais recomendado a partir do terceiro mês. Geralmente é o pediatra que nota que a criança apresenta algum tipo de dificuldade no desenvolvimento e encaminha”, explica a terapeuta ocupacional Kátia Gasques.

Para conseguir uma vaga no hospital é preciso entrar em uma fila. O coordenador de fisioterapia da Secretaria de Saúde, José Aires Araújo, diz que as vagas serão ampliadas quando houver mais profissionais. “Com mais profissionais, o serviço funcionaria não só em Sobradinho, Taguatinga e no Gama. Nós conseguiríamos ampliar e criar o serviço em outros hospitais”, garante Araújo.

Serviço: Para conseguir uma vaga no tratamento, os pais devem procurar a fisioterapia do Hospital do Gama, toda sexta-feira, das 13h30 às 17h. Outras informações pelo telefone: 3385-9788.

Transporte público não favorece pessoas com deficiência

http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL748252-10039,00-TRANSPORTE+PUBLICO+NAO+FAVORECE+PESSOAS+COM+DEFICIENCIA.html
Passageiros com deficiência sentem-se desamparados. Existem poucos veículos adaptados, falta selo de indicação nos pára-brisas e treinamento para motoristas e cobradores.




Cansado de não conseguir pegar ônibus porque o motorista estava sem a chave que aciona a rampa de acesso, o artesão Roesley Otaviano comprou a própria chave. Mas isso não resolveu todos os problemas. Com poucos ônibus e microônibus adaptados ele já ficou mais de duas horas esperando na parada.


“Além de não haver ônibus suficiente, não tem organização. Às vezes eu ligo para saber o horário exato do ônibus, mas quando vou para a parada não acontece o que eles afirmaram”, conta Roesley.Falta transporte adaptado e acesso. Na Rodoviária do Gama, a rampa está quebrada e para entrar no ônibus é preciso pedir ajuda ou dar uma grande volta.


“Agora eu me arrisco atrás dos ônibus até chegar. A realidade é esta. Fora o risco que a gente passa, principalmente os cadeirantes e deficientes visuais. E acontece em todos os terminais”, revela o estudante Francisco Martins.


As pessoas com deficiência têm outras reclamações: nem todos os ônibus e microônibus adaptados têm o selo no pára-brisa. Falta treinamento para motoristas e cobradores e o cartão que dá direito à passagem muitas vezes não é cobrado.


“Como que nós vamos registrar nossa presença nos ônibus se eles não estão fazendo questão de passar o cartão de leitura?”, questiona o vice-presidente do Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência do DF, Luiz Maurício dos Santos.


A artesã Ângela Maria da Silva também reclama do tratamento: “Geralmente, tenho que pedir a um passageiro para manobrar a cadeira, porque ela é muito grande e não tenho espaço para mover e encaixar no local certo. São raros os motoristas que têm paciência com a gente”, reclama.De acordo com o diretor técnico do DFTrans, Cristiano Tavares, a partir das denúncias a fiscalização será reforçada, para que as regras de atendimento ao usuário com necessidade especial sejam obedecidas.
Para assistir a materia, acesse o link abaixo.
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