Wednesday, August 22, 2007

Uma aula de cidadania no Parapan-Americano do Rio

18.08.2007

Jovens levados por professores de academias, colégios e projetos sociais às competições do Parapan aprendem a respeitar o próximo e a valorizar as conquistas diárias.


O Brasil ultrapassou hoje a marca de 200 medalhas no Parapan-Americano do Rio.

Durante o Parapan tem sido assim. Entrada franca. Portas abertas para o aprendizado. "Dá disciplina, humildade e coração bom", diz um jovem.

Muitos são trazidos pelos professores - da academia, do colégio, dos projetos sociais, como o dirigido pelo judoca Flávio Canto. Piscinas, quadras e ginásios são salas de aula. E sábado também é dia de lição. "Qualquer um pode nadar, mesmo se for deficiente ou pessoa sem nenhuma dificuldade", diz outro aluno.

Nos Jogos Paraolímpicos e Parapan-Americanos, o Judô é disputado por deficientes visuais. O que a torcida faz por eles os olhos não vêem, mas os ouvidos e o coração sentem.

No embalo da garotada, o tricampeão paraolímpico Antônio Tenório conquista o ouro na categoria meio-pesado. Entre as mulheres, prata para Lourdes Souza.

"Eles vão crescer aprendendo isso, crescer aprendendo a respeitar o portador de deficiência como um ser igual a ele", comemora o judoca.

Eficientes mesa-tenistas. Dois ouros na competição por equipes. Eficientes jogadores de basquete - bronze no masculino. E no futebol de sete, para jogadores com paralisia cerebral, ouro com goleada sobre a Argentina: 5 x 0.

Mais um dia de conquistas para quem vive de conquistas diárias. Atletas parapan-americanos ou jovens que crescem em meio à pobreza, agarrando as oportunidades que o esporte traz.

A glória dos nossos atletas nos Jogos Parapan-Americanos

20.08.2007

Os atletas brasileiros do Parapan foram homenageados hoje. Eles ajudaram o Brasil a conquistar o histórico primeiro lugar no quadro de medalhas dos jogos.



Os atletas brasileiros do Parapan foram homenageados hoje. Eles ajudaram o Brasil a conquistar o histórico primeiro lugar no quadro de medalhas dos jogos.

Rio de Janeiro decorado por medalhas. Só do Daniel Dias, da natação - o recordista - eram oito enfeites dourados. Ruas de reconhecimento para os heróis que deram ao Brasil 83 ouros.

O filho de Dona Maria conquistou sete medalhas de ouro, uma de prata e oito recordes mundiais. Glória feita de amor pela família, motivada pela sobrinha de Clodoaldo Silva. Kayanny, de sete anos, mora em Natal, Rio Grande do Norte, e está com leucemia, um tipo que câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue, responsáveis pelas defesas do organismo.

“Ele não queria ir porque eu estava doente, aí eu disse ‘não, tio, tem que ir’”, diz a jovem Kayanny.

"Pensei em desistir de tudo, mas ela foi uma das pessoas que falou pra eu ir”, relembra Clodoaldo.

Tio e sobrinha fizeram um trato. "Não faltar nenhum dia pra ir pro médico. Eu não falto, não", diz a menina.

Kayanny manda mensagens para um emocionado Clodoaldo. "Tio, você é um orgulho para mim.”

“Quando acaba o campeonato, eu fico muito feliz porque mesmo não conseguindo o meu objetivo eu sei que eu vou voltar pra casa e todos vão estar lá pra me receber”, se emociona o atleta.

Volte logo, Clodoaldo, porque a festa da Kayanny já começou.

Friday, August 17, 2007

Parapan revela o talento dos brasileiros



16.08.2007


Os atletas dos Jogos Parapan-Americanos mantêm a tradição brasileira de sucesso em determinados esportes. Independentemente da limitação, eles representam o talento nacional. De chuteiras e de quimono.



Os atletas do Parapan mantêm a tradição brasileira de sucesso em determinados esportes. Independentemente da limitação, eles representam o talento nacional. De chuteiras e de quimono.
Judô para deficientes visuais. No primeiro dia da modalidade no Parapan do Rio, ouro brasileiro: Karla Cardoso, na categoria até 48 quilos.
Do tatame para o campo. A paixão nacional em uma versão diferente. Futebol de sete, para quem tem paralisia cerebral, que provoca limitação motora nos atletas. Como o nome diz, são sete para cada lado. O campo é menor, não há impedimento e as laterais podem ser cobradas por baixo. São dois tempos de meia hora. Todos se inspiram em colegas mais famosos.
“Admiro muito o futebol do Romário e procuro observar bem as jogadas dele”, diz o atacante Fabiano.








Está observando bem, o Fabiano. A jogada termina no primeiro gol do Brasil contra o Canadá. E o gol dele? Cheio de estilo...
Seja qual for o futebol, masculino ou feminino, futsal ou de areia, é comum termos o melhor jogador do mundo. Aqui não seria diferente.
Leandro Marinho é considerado o número um no futebol de sete. Algo raro para um zagueiro. Ele é de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Por isso, papai Valdir está ali, torcendo de pertinho.
O Brasil vence os canadenses com facilidade: 7 x 0. Agora, enfrenta a Argentina na final. Medalha garantida e com muitos motivos para ser festejada.
“A conquista maior é essa porta que estamos abrindo para milhões de deficientes”, diz o zagueiro Leandro.

Paraatletas são exemplo de superação

Os Jogos Parapan-Americanos têm mostrado como o esporte é decisivo para ajudar o ser humano a superar limites. Um exemplo que é seguido também por atletas que não participam de competições oficiais.

Os Jogos Parapan-Americanos têm mostrado como o esporte é decisivo para ajudar o ser humano a superar limites. Um exemplo que é seguido também por atletas que não participam de competições oficiais.

Abraços, autógrafos. Carinho da torcida para um ídolo do futebol. Mesmo marcado o tempo todo, vence a defesa e faz mais um gol.

Zeca tem paralisia cerebral e uma perna comprometida. De família pobre, oito irmãos, ele já foi pedreiro, entregador de quentinha e ambulante, até que o esporte mudou a vida dele.

"Consegui buscar meu espaço, hoje em dia tenho minha casa própria, tenho minha família e sustento minha família através do futebol”, diz o atleta.

Luiz Cláudio Pereira ficou tetraplégico em uma luta de judô. Encontrou saída e saúde no lançamento de disco, peso e dardo. "Nove medalhas paraolímpicas, sendo seis de ouro e três de prata", comemora Luiz.

Até os cinco anos, Ricardo Mangueira nem andava. A garotada debochava das dificuldades dele e dos problemas de fala. Mas aos 18 anos estava na seleção brasileira de paralisados cerebrais. "Quando tu tem oportunidade, você acaba sendo impulsionado", diz ele.

Ricardo, Luiz, Zeca: três dos exemplos de superação mostrados em um livro organizado pelo Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

“Acho que isso mostra ao Brasil que ele pode acreditar em si mesmo, em cada um dos brasileiros”, diz Tereza Amaral, diretora do IBDD.

“Eu pretendo encerrar minha carreira com a medalha de ouro em 2008, se Deus quiser, em Pequim”, se prepara Zeca.

Bombeiros do DF: investigações continuam para apurar responsabilidades: Amarrou ou nao de forma correta o cadaver?



Data : Quinta-feira 16 Agosto 2007 - Bom Dia DF


Homenagem e revelação

Tatiana Rodrigues / João Carlos / Wilson de Souza




Missa de bombeiros mortos em queda de helicóptero é celebrada
A Missa de 7º Dia dos bombeiros foi celebrada na noite dessa quarta-feira, na Igreja Militar do Espírito Santo, no Complexo da Academia de Bombeiros, no Setor Policial Sul. Os 450 lugares foram poucos para tantos amigos e parentes.

Ao lado do altar, três capacetes semelhantes aos que eram utilizados por eles. A família de um dos bombeiros estava com a foto dele na camiseta. As mulheres dos três militares receberam um buquê de flores, em homenagem à coragem dos maridos que morreram em serviço.

A emoção tomou conta de todos da corporação e dos colegas de trabalho da Secretaria de Segurança. O comandante do Corpo de Bombeiros fez sua homenagem assumindo a bateria da banda que tocou na missa.

Cada um queria dizer o quanto o major Luiz Henrique, o capitão Frederico Magalhães e o sargento Lélio deixaram saudades. O comandante da Base de Resgate, tenente-coronel Paulo Fernandes, fez um discurso emocionado sobre a relação que tinha com os três e, ao final, entregou às famílias as centenas de correspondências recebidas de pessoas de vários estados, sensibilizadas com o acidente.

“A gente precisa continuar. Mesmo porque, eles sempre lutaram para que a gente pudesse voar cada vez mais, salvar cada vez mais”, afirmou o comandante Fernandes.

Homenagens ajudaram a aliviar a dor dos parentes: “É uma alegria muito grande pra mim, para os meus pais e para a nossa família, saber que essas pessoas têm homenageado o meu irmão. Será guardado para as outras gerações”, disse André Barbosa, irmão do major Luiz Henrique.



A Polícia Civil já ouviu cinco das 12 testemunhas. A funcionária do IML, Maria Pinheiro, chegou ao local do acidente antes dos bombeiros na última quinta-feira (9). Ela ajudaria a fazer a remoção do corpo encontrado atrás da Usina de Lixo da Ceilândia.

Como o local era de difícil acesso, foi preciso pedir ajuda à Base de Resgate Aéreo. Maria conta que fez um alerta à equipe quando viu a maca que seria utilizada na operação.

“Eu falei com o major sobre a bandeja dele, que não estaria correta porque não era uma bandeja pesada, não tinha alças. Era imprópria para ele fazer aquilo, era muito leve. Tirei a minha do rabecão, mostrei que era de aço, que tinha as laterais e tudo. Só que ele não quis ouvir. Disse que ia com a dele mesmo”, conta Maria.

“Era um dos pilotos mais experientes que nós tínhamos, que infelizmente morreu. Não tenho dúvida nenhuma do conhecimento que ele tinha. A atividade que desempenhamos no local era uma atividade para a qual treinávamos bastante, que já tínhamos feito várias vezes. Declarações de pessoas que não têm o conhecimento técnico só servem como testemunho de alguém que viu. Não como um testemunho técnico, que ateste que dessa ou de outra forma era a melhor possível”, afirmou o major Rogério.

Informação sobre Previdencia Social para Deficientes Visuais







16 de agosto de 2007




Rádio Previdência veicula notícias de utilidade pública para a sociedadeInformações em áudio beneficiam portadores de deficiência visual
De Recife (PE) – O site Previdência Social na Internet apresenta um novo serviço on line, a Rádio Previdência. Basta clicar no link disponível na página principal ou ir diretamente ao endereço http://www.previdenciasocial.gov.br/pg_secundarias/radio-previdencia.asp para ouvir o noticiário sobre serviços e informações de interesse do segurado.
A idéia é contemplar emissoras de rádio em todo o país com notas de utilidade pública sobre temas previdenciários, uma vez que a reprodução do conteúdo é permitida, desde que citada a fonte. A Rádio Previdência pode, ainda, facilitar a vida dos portadores de deficiência visual, desde que haja uma pessoa disponível para fazer o acesso ao link.
As notas de rádio são produzidas diariamente pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Previdência Social e são divulgadas, também, na Radioagência (http://www.radiobras.gov.br/radioagencia/), da Radiobrás.
Para ouvir as matérias é necessário ter instalado no computador qualquer programa de áudio. (ACS/PE)


Wednesday, August 15, 2007

Brasil brilha cada vez mais nos Jogos Parapan-Americanos


14.08.2007


No segundo dia de competições no Parapan, nossos atletas mantiveram os excelentes resultados na natação e no atletismo.
No segundo dia de competições no Parapan, nossos atletas mantiveram os excelentes resultados na natação e no atletismo.
Aqui, o atletismo não é um esporte individual. Para o atleta com deficiência visual ter sucesso, precisa de um bom guia. E de um guia em forma. É caso de Justino Barbosa, o companheiro de Lucas Prado nas competições. Nos 100 metros, Lucas igualou o recorde mundial que ele estabeleceu ontem: 11s29. O agradecimento vai para quem são seus olhos na pista.
“Se chega alguém, aí eu pergunto pra ele, ganhamos? Aí ele fala, ganhamos! Aí é só sair para o abraço”, celebra Lucas Prado.
Na mesma prova, Felipe Gomes é prata e Hilário Neto, bronze. Pódio todo brasileiro.
Já nos 200 metros da categoria T12, para quem não é totalmente cego, o guia é opcional. Pedro Moraes prefere correr sozinho e dá certo. Mais um campeão. Nos 100 metros para cadeirantes, o ouro vem a 32 quilômetros por hora. A velocidade do brasileiro Ariosvaldo da Silva. Cadeira com três rodas e rapidíssima.
Terça nobre no Engenhão: 16 medalhas, seis de ouro. Sucesso que mais uma vez também se repetiu na piscina. Quatro medalhas douradas. Clodoaldo Silva conseguiu seu segundo ouro e seu segundo recorde mundial, hoje no 150 medley. Ele ainda tem mais oito provas pela frente. Clodoaldo, com ele é tudo no plural: medalhas, recordes e comemorações.
E o Brasil mantém o primeiro lugar no quadro de medalhas, agora com


23 ouros,

19 pratas e

24 bronzes


– 66 no total.

Apesar de tudo, dá pra sorrir!!


Que foto linda!!


A SEXUALIDADE DO LESADO MEDULAR




Muita gente tem curiosidade, mas não tem coragem de perguntar, muita gente tem dúvida, mas tem vergonha de falar e assim fica impossível aprender, assim fica impossível ensinar... Eu blogueira de carteirinha, fui encontrada por outra blogueira, o blog dela fala da sexualidade do lesado medular e se chama "Depois do Trauma" o endereço é: http://sexualidademedular.blogspot.com/


A autora assina Ana G. vale muito a pena visitar a página, que é escrita de forma aberta, sem meias palavras, e tira dúvidas e paranóias. Quem sofre uma lesão na medula, não só tem que usar a cadeira de rodas, como tem que passar por um processo de auto conhecimento, de cuidados específicos, muita coisa muda como o jeito de fazer xixi por exemplo, a grande maioria dos cadeirantes, precisam fazer o ¿cat¿(cateterismo intermitente) que é passar uma sondinha descartável de em média 6/6 horas para poder eliminar a urina, ou por exemplo, tomar cuidado ao ficar muito tempo na mesma posição para não desenvolver uma úlcera de pressão, a famosa escara (ferida). Mas ao mesmo tempo o cara que passa por isso não está doente, muito pelo contrário, esse cara teve uma lesão na medula que o impediu de andar com as próprias pernas e às vezes de sentir vontade de fazer xixi, mas ele é uma pessoa como todas as outras, que tem medos, vontades, desejos e sonhos, que passou por um processo de reabilitação, e que está pronto pra uma nova vida. Pode ser magro ou gordo, pode ser narigudo ou careca, pode ser um puta gato, é um ser humano.
O sexo faz parte da vida de todos nós, inclusive das pessoas que tiveram uma lesão na medula, é preciso quebrar tabus, é preciso ter auto confiança, é preciso manter a auto-estima em alta, somos bonitos, sensuais e sentimos tesão como qualquer outra pessoa. O tesão está na mente, tem pessoas que se excitam com uma foto na revista, outras com um filme pornô, outras com palavras ao pé do ouvido, outras simplesmente com um cheiro ou um olhar, é preciso se sentir bem, estar bem, independente de trocar passos ou tocar rodas. É preciso desfrutar das coisas boas da vida, afinal de contas, estamos vivos, deficiência não é incapacidade, pelo contrário, poucos sabem do que um cadeirante é capaz nessa hora. Sexo é tudo, corpo, alma, mente e coração. Cada caso é um caso, nenhuma deficiência é igual a outra, mesmo o nível da lesão sendo o igual, é diferente, cada corpo reage de uma forma, cabe a cada um saber explorar as áreas erógenas do próprio corpo. Sem comparar com o que era antes, se não, fica difícil sentir prazer. É importantíssimo usar do que tem, do que é capaz, a começar pelo olhar, gestos e palavras, mãos, dedos e boca, às vezes uma ajudinha, um remédio, não sei, como já disse, cada um reage de um jeito. Use a criatividade. E em primeiro lugar se sinta bem. Acidentes podem acontecer, sim, é preciso se reabilitar, (bexiga, intestino, cuidados com a pele), estude, aprenda, descubra seu corpo, e daí pra frente é com você. Vale a pena dizer que, muita conversa, papo aberto, é muito importante, é preciso ter uma intimidade verbal pra depois ter a intimidade física. Não tenha medo de ser quem você é, afinal de contas estamos cansados do igual, e ser diferente pode ser bem legal!!
Mais informações, clicar diretamente no site pesquisado

Inacessibilidade para o Para-Pan - A difícil trajetória de dois torcedores



14.08.2007

A difícil trajetória de dois torcedores

No Rio de Janeiro há duas realidades distintas para os portadores de deficiência: a dos locais de competição, projetados para oferecer acesso livre, e a do lado de fora, nas ruas, com os mesmos obstáculos de tantas outras cidades brasileiras.



No Rio de Janeiro, sede dos jogos Parapan-Americanos, há duas realidades distintas para os portadores de deficiência: a dos locais de competição, projetados para oferecer acesso livre, e a do lado de fora, nas ruas, com os mesmos obstáculos de tantas outras cidades brasileiras. É o que revela a difícil trajetória de dois torcedores que decidiram assistir aos jogos.

Sheila precisa de força. Determinação. Mas a prova é difícil demais. “É uma rampa muito íngreme com uma extensão muito grande”, reclama a cadeirante.

O acesso à estação de trem em frente ao estádio do Engenhão parece missão pra atletas. Mas o exercício é obrigatório para pessoas com deficiência que dependem do transporte público.

Na estação, Sheila e Edy, deficiente visual, aguardam o embarque sem a ajuda de funcionários. E por conta do espaço entre o trem e a plataforma, para entrar, só com a boa vontade de outros passageiros.






No metrô, ninguém está por perto na hora do desembarque. A porta se fecha e eles não conseguem sair a tempo. No ponto de ônibus, mais dificuldades. Calçada sem rampa, carros no meio do caminho. Sheila tem que ser carregada.

Chegar aos locais de competição exige esforço. “Na verdade quem é o atleta somos nós, né?”, diz Edy.

Dentro do Parque Aquático Maria Lenk, o contraste. O espaço é projetado sem grandes obstáculos nem barreiras. Dentro, os atletas conquistam mais do que medalhas, mas também independência.

Clodoaldo, nadador, medalhista e ídolo, circula sozinho pra lá e pra cá. Ele se sente livre, mesmo fora d'água. “É o pontapé inicial pra todo esse pensamento, todo esse conceito de mudar e que num futuro bem próximo possamos ter acessibilidade total”, sonha o nadador.

Monday, August 13, 2007

COMEÇOU O PARA-PAN - VIVA OS ATLETAS ESPECIAIS.

No meu entendimento, deveria ser dada a mesma repercursão a essa modalidade, até mais que o PAN dos "normais". Se os outros atletas merecem reconhecimento, esses merecem ser considerados super-atletas, pois vence varios tipos de obstáculos.

13.08.2007

Festa parapan-americana






Começam os Jogos Parapan-Americanos. Pela primeira vez, a competição acontece nas mesmas instalações dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro. Na cerimônia de abertura já deu para ter uma idéia da alegria e da emoção que vêm por aí.



Começam os Jogos Parapan-Americanos. É uma edição para entrar na história. Pela primeira vez, a competição acontece nas mesmas instalações dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro. Na cerimônia de abertura já deu para ter uma idéia da alegria e da emoção que vêm por aí.

Uma festa para quem fez do esporte uma mudança de vida. Um símbolo de perseverança. A cerimônia de abertura do Parapan foi um momento de emoção, de reconhecimento do esforço para 1,3 mil atletas de 25 países.

No palco da Arena Olímpica do Rio de Janeiro, bailarinos dançaram em cadeiras de rodas. O Hino Nacional tocado no bandolim de Hamilton de Holanda. O tema da festa foi o mesmo do Pan – “Viva essa energia”, com uma versão menor da cerimônia.

Os atletas desfilaram e depois foram para a arquibancada. Os cadeirantes ficaram no meio da festa. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, abriu os Jogos oficialmente. E vieram os momentos mais tocantes da festa. Teresinha Guilhermina, velocista dos 100 metros, cega, fez o juramento do atleta. E Luís Cláudio Pereira, ex-recordista mundial do peso, disco e dardo, acendeu a pira parapan-americana.

Um dia histórico para o esporte para-olímpico do Brasil um dia inesquecível para o nosso porta-bandeira, o nadador Clodoaldo Silva.

“Foi uma emoção indescritível, diferenciada. Já ganhei seis ouros nas para-olímpiadas de Atenas. Mas aqui foi uma emoção diferente, no meu país”, disse o Clodoaldo Silva.

Quem não pode ver se emocionou com o que ouviu.

“Maravilhoso. Ouvir pessoas gritando, outros me cumprimentando. Emoção muito grande pra mim”, conta a velocista Ádria Santos.

O melhor começa hoje. A disputa por medalhas em 10 modalidades, com nível altíssimo. No Parapan, os Estados Unidos vêm com força máxima.

"Muitos eventos aqui classificam para Pequim e algumas provas são importantes para nossos atletas mais jovens", explica Charlie Hubner, chefe da delegação norte-americana.

Nos próximos sete dias, todos os atletas têm muito a nos ensinar.

“Atletas que acima de tudo amam o esporte e quem a deficiência é apenas uma característica”, diz Clodoaldo Silva.

As entradas para as competições são gratuitas. Vale a pena acompanhar.

ROSIRENE FERNANDES DA SILVA

ATENÇÃO .

O DOCUMENTO DE IDENTIDADE DE ROSIRENE FERNANDES DA SILVA (NASCIDA EM 12/04) ENCONTRA-SE EM NOSSO PODER. PARA RESGATAR O REFERIDO DOCUMENTO, ENVIAR E-MAIL PARA ozeasdeoliveira@bol.com.br

Depedida dos Herois Bombeiros




Despedida

Tatiana Rodrigues / Emerson Soares / Mário Reis


Bombeiros são enterrados como heróis


O Quartel Central do Corpo de Bombeiros foi o local escolhido para o velório do piloto, o major Luiz Henrique Andrade Barbosa, 35 anos, e do tripulante operacional, o sargento Lélio Antônio Rocha, 42 anos. Depois os corpos foram levados para o Cemitério Campo da Esperança, onde, a pedido da família, foi velado o corpo do capitão José Frederico Magalhães, 35 anos.

“A lembrança que eu tenho dele é da parte profissional, pela dedicação de alguém que veste a camisa e ama o que faz”, diz o primeiro tenente Fábio Andrade Ribeiro.

Mais de 600 pessoas, entre parentes, amigos e colegas do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Polícia Militar, além de autoridades, acompanharam o enterro dos três oficiais.

Os três bombeiros trabalhavam juntos na equipe de resgate há cinco anos. Eles foram sepultados um ao lado do outro, com honras militares. Salva de tiros e toque de clarim são homenagens prestadas ao militar que morre em serviços. Pétalas de rosas foram jogadas, agora, do único helicóptero da corporação.



Data : Sexta-feira 10 Agosto 2007 - DFTV 2ª Edição



Os três militares morreram nessa quinta-feira, dia 9, quando faziam o resgate de um cadáver em um local de difícil acesso, perto da Usina de Lixo da Ceilândia. O corpo caiu da maca e a aeronave desequilibrou. Acabou batendo em um barranco e explodiu. O quarto tripulante que participava do resgate, o cabo Alisson dos Santos Oliveira, 29 anos, sobreviveu porque estava no solo.

O presidente da República em exercício, José Alencar, divulgou nota nesta sexta-feira, dia 10, prestando solidariedade às famílias dos bombeiros mortos no acidente. De acordo com o presidente, os bombeiros sempre serão lembrados como exemplos de coragem e devotamento em favor da comunidade.

Herois (Bombeiros) são Sepultados




Data : Sexta-feira 10 Agosto 2007 - DFTV 1ª Edição



Reportagem




Emoção no velório

Renata Gonzaga / Almir de Queiroz / Edson Cordeiro / Emerson Soares / Maurício Barini




Despedida dos oficiais que morreram na queda do helicóptero
Eles são treinados para viver situações de risco, mas a tragédia abalou o Corpo de Bombeiros. A corporação está de luto pela morte dos três militares. O major Luís Henrique Andrade Barbosa, 35 anos, passou a última década servindo como piloto do Batalhão de Aviação Operacional.

O capitão José Frederico Assunção Magalhães, 35 anos, era co-piloto há três anos. O sargento Lélio Antônio da Rocha, 42 anos, trabalhou os últimos cinco anos como tripulante. O Comando Geral vai propor a promoção dos militares. Eles serão enterrados como heróis.

O hangar foi preparado para o velório dos bombeiros. O mesmo lugar de onde partiram nessa quinta-feira (9), às 12h37 para mais uma missão de resgate. O destino era o aterro sanitário da Ceilândia. O objetivo da tripulação era retirar um cadáver encontrado em um local de difícil acesso e levá-lo até outra área onde estava a equipe de terra.

O corpo foi amarrado à maca, mas acabou se soltando. A corda teria se enroscado na hélice, a aeronave se desgovernou, bateu no morro e acabou incendiando. O cabo Alisson, que estava no solo, assistiu a morte trágica dos colegas.

As causas do acidente serão investigadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), pela Polícia Civil e também pelo Corpo de Bombeiros. O comandante-geral da corporação, coronel Anício Júnior, descarta a possibilidade de falha no equipamento e também garante que não houve erro da tripulação. Mas, segundo ele, só as investigações poderão explicar porque o corpo que estava sendo conduzido se soltou da maca.







“Eu não creio que tenha sido falha na amarração, até porque é um procedimento padrão que nós temos. É uma técnica de prendimento usada tanto numa vítima com vida quanto um corpo. No levantamento que nós vamos proceder dentro da corporação, no inquérito técnico, é que nós vamos saber realmente quais foram os motivos que fizeram aquele corpo se soltar. Até mesmo, é uma suposição apenas, o alto grau de decomposição em que estava aquele cadáver”, afirmou o coronel Anício.

Hoje, no hangar do Batalhão de Aviação Operacional, apenas um helicóptero. A aeronave que caiu, avaliada em US$ 3 milhões, não tinha seguro porque o orçamento deste ano não previu recursos para isso. Um novo helicóptero deve ser comprado só com o dinheiro do orçamento do ano que vem.

O velório do capitão Frederico Magalhães está sendo realizado na capela dez do Campo da Esperança. O enterro vai ser às 16h. O presidente da República em exercício, José Alencar, divulgou nota a pouco prestando solidariedade às famílias dos bombeiros.

http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20070810-295545,00.html

Tragedia no Corpo de Bombeiros






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Data : Quinta-feira 09 Agosto 2007 - DFTV 2ª Edição
Reportagem
Tragédia
Fabiana Santos / Almir de Queiroz / Maurício Barini

Helicóptero dos bombeiros cai na Ceilândia
A tristeza tomou conta dos bombeiros do Distrito Federal. Um acidente com o helicóptero, modelo Esquilo, ocorreu em uma área isolada da QNP 28 em Ceilândia, perto de uma usina de lixo. Por volta das 14h desta quinta-feira (9), o helicóptero pegou fogo e ficou praticamente destruído.
No acidente, três bombeiros morreram carbonizados. A equipe fazia o resgate de um cadáver na área. O motorista Romério dos Santos Silva viu quando o helicóptero caiu e explodiu. “Vi quando eles tiraram o corpo do local. Mas quando chegou a uns 15 metros de altura o corpo começou a balançar em cima da maca. Aí, o corpo se soltou da maca, que subiu e pegou na hélice traseira. Foi quando o helicóptero perdeu controle. Antes de cair, a aeronave partiu a parte traseira. Quando caiu, explodiu tudo”, conta Romério Silva.
Um outro bombeiro que estava no solo, no momento do resgate, sobreviveu ao acidente. Mas ele entrou em estado de choque. Muitos curiosos tentaram se aproximar do local, mas foram impedidos pela polícia.
O governador José Roberto Arruda esteve no local do acidente. Ele decretou luto oficial no Distrito Federal por três dias. Por volta das 16h, os peritos começaram a retirar os destroços do helicóptero para análise.
De acordo com o Comando do Corpo de Bombeiros do DF, a equipe que fazia o resgate do cadáver era muito experiente. O mais novo da equipe tinha 15 anos de corporação. Mesmo antes do resultado das duas perícias, que serão feitas pela Força Aérea Brasileira e pela Polícia Civil do DF, o comandante dos bombeiros descarta a possibilidade de falha humana ou problemas nos equipamentos.










“No início do içamento do cadáver houve um vento lateral e a maca virou. Com isso, o cadáver soltou-se, a maca ficou leve e com os ventos laterais e com o vento provocado pelo próprio rotor, ele foi lançada para cima. Na hora de lançar a máquina para cima, possivelmente, ela tenha se prendido no rotor. Não há falha humana nessa situação e não há falha de equipamento. Foi uma fatalidade, uma fatalidade”, diz o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Anício Barbosa.
No fim da tarde, o coronel Anício Barbosa anunciou os nomes dos integrantes da tripulação. O comandante da aeronave era o major Luiz Henrique Andrade Bardosa, 35 anos. Ele tinha 17 anos de serviço, sendo dez deles como piloto. O major foi um dos militares do Distrito Federal convocado para prestar auxílio aos Jogos Pan-americano no Rio de Janeiro;
O co-piloto capitão José Frederico Assunção Magalhães, 35 anos, tinha 15 anos de serviço, sendo três deles como piloto. O 1º sargento Lélio Antônio da Rocha, 42 anos, sendo 21 anos de serviço, e cinco como tripulante operacional. O único sobrevivente foi o cabo Alisson dos Santos Oliveira, com oito anos de serviço.
Todos os militares mortos receberão uma promoção pós-morte. O comandante Anício Barbosa garantiu que os familiares terão toda a assistência necessária.
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